terça-feira, 15 de julho de 2014

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

Governo de Pernambuco
Secretaria de Educação de Pernambuco – SEDUC
Gerência Regional da Educação – GRE - Mata Centro
Vitória de Santo Antão - PE
Escola Dr. Fernando Campelo – Escada - PE







PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO






Um contrato entre gestores, professores, alunos, família e comunidade.

“Precisamos sonhar juntos, no sonho projetar, no projeto realizar e dar continuidade, pois o ser humano deve buscar sempre novas lutas e opções, para ser sujeito de sua própria história e agente de construção de sua cidadania.”
Constantino Orsolin[1],






I.       APRESENTAÇÃO



            A educação escolar tem a tarefa de promover a apropriação de saberes, procedimentos, atitudes e valores por parte dos alunos, pela ação mediadora dos professores e pela organização e gestão da escola (LIBÂNEO, 2004, p. 137)[2]. Para o autor, a principal função social e pedagógica das escolas é a de assegurar o desenvolvimento das capacidades cognitivas, operativas, sociais e morais. À educação cabe fornecer os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permita navegar através dele (UNESCO, 2006)[3].
            Para dar resposta ao conjunto das suas missões, a educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais - aprender a aprender, aprender a ser; aprender a viver junto e aprender a fazer- as quais, juntas, constituirão os pilares do conhecimento de cada indivíduo, pilares esses, essenciais para a conquista da cidadania (UNESCO, 2006).
            Desenvolver tal missão requer, no âmbito do contexto escolar, um planejamento construído em regime de colaboração adequado ao tipo de escola que se deseja; aos objetivos e metas correspondentes às necessidades e expectativas da comunidade escolar, as necessidades que precisam ser atendidas em termos de formação dos alunos e alunas para a autonomia, cidadania, participação.  Para isso, faz-se necessário superar as formas conservadoras de organização e gestão, adotando formas alternativas e criativas, de modo que aos objetivos sociais e políticos da escola correspondam estratégias adequadas e eficazes dessa organização e dessa gestão (LIBÂNEO, 2004, p.137).
            É nesse cenário que se localiza o Projeto Político Pedagógico (PPP), instrumento e processo de organização da escola que detalha objetivos, diretrizes e ações do processo educativo a ser desenvolvido na escola, expressando a síntese das exigências sociais e legais do sistema de ensino e os propósitos e expectativas da comunidade escolar. Como colocado por Libâneo (2004), o PPP considera o que já está instituído, mas tem também uma característica de instituinte.
      Portanto, é partindo desses pressupostos que apresentamos o Projeto Político Pedagógico da Escola Dr. Fernando Campelo para o biênio 2012-2014. Trata-se de um plano resultante da re-elaboração do PPP de 2002, que foi construído a partir de um processo participativo de discussão e cooperação entre equipe gestora, professores, representantes de alunos, de pais de alunos e comunidade local, visando sua adequação as especificidade da comunidade educativa.
     Procurando priorizar na escola uma linha de trabalho voltada para a formação do cidadão, dentro de uma gestão democrática, o presente projeto foi elaborado visando desenvolver a autonomia do aluno enquanto sujeito crítico, participativo e interrelacionado com os interesses sociais e políticos do meio em que vive.
            Acreditando na formação para a cidadania e com a perspectiva de desenvolver uma ação educacional participativa, o presente Projeto Político Pedagógico institui objetivos, procedimentos, instrumentos, modos de agir, estruturas, hábitos, valores, ou seja, institui uma cultura organizacional. Por isso, está aberto a permanente avaliação, dentro de uma perspectiva da ação-reflexão-ação (SHON, 2000)[4].
II.    JUSTIFICATIVA

O planejamento escolar consiste numa atividade de previsão da ação a ser realizada, implicando definição de necessidades a atender, objetivos a atingir dentro das possibilidades, procedimentos e recursos a serem empregados, tempo de execução e formas de avaliação (LIBÂNEO, 2004, p. 149). Para o autor, o processo e o exercício de planejar referem-se a uma antecipação da prática, de modo a prever e programar as ações e os resultados desejados, constituindo-se numa atividade necessária à tomada de decisões (p. 149).
      Portanto, é diante do exposto que se justifica a construção do presente Projeto Político Pedagógico que teve como propósito, considerando o que já está constituído, instituir a cultura organizacional da Escola Dr. Fernando Campelo, através do estabelecimento de metas, instrumentos e procedimentos necessários ao alcance de um objetivo comum: a formação de sujeitos humanos.
      Temos convicção de que a formação desses sujeitos será mais competente se esse objetivo e as ações necessárias para seu alcance forem compartilhados por todos que constituem o contexto educativo. Nesse sentido, o presente projeto foi construído de forma cooperativa, com a participação dos professores e de todos os representantes da comunidade escolar. Ele sintetiza os interesses, os desejos, propostas dos educadores considerando a articulação entre os seguintes aspectos: a escola que se deseja, as necessidades e expectativas da comunidade escolar, as necessidades que precisam ser atendidas e as formas de acompanhamento das ações.
Não se trata de um instrumento estático, mas de um projeto que será avaliado ao longo de cada ano letivo que compreende o biênio planejado para se verificar se as ações estão correspondendo ao que foi previsto, se as metas precisam ser alteradas em função de fatos inesperados, de forma a corrigir possíveis desvios, tomar novas decisões e replanejar o rumo do trabalho.  


III.    HISTÓRICO DA ESCOLA

A Escola Dr. Fernando Campelo foi fundada em 28/04/1967 no governo do Dr. Nilo de Souza Coelho, no qual tinha como Secretário de Educação o Prof. José Antonio Barreto Guimarães. Na ocasião Profª. Valdeci Santana de Barros foi nomeada pela Portaria nº 1718 - DO de 02/09/1967 como responsável pelo expediente do referido grupo constituído por um corpo docente formado pelas professoras: Lindinalva Gomes da Silva, Mercia Cardoso de Freitas, Lindalva Gomes da Silva, Maria Valderez Neri de Santana, Josefa Germana Gomes de Albuquerque, Genessy Gonçalves Almeida e Maria dos Prazeres Mesquita Gomes; e cento e setenta (170) alunos do curso primário, distribuído em dois (02) turnos. 
O nome Dr. Fernando Campelo representa uma homenagem prestada a Dr. Fernando Campelo, médico formado pela Faculdade de medicina da Universidade do Recife em 1926, que se destacou na profissão quando se especializou em doenças nervosas e mentais na mesma cidade e exerceu por muitos anos, a profissão de médico na cidade de Escada[5].
A Escola Dr. Fernando Campelo é pública de jurisdição Estadual em Pernambuco, sob Inscrição de n.º 255-001, situada na Rua Sete de Setembro, nº 104, Riacho do Navio – Escada – PE e tem funcionamento em três (03) turnos: manhã (7h30min às 12h), tarde (13h às 17h20min) e noite (18h40min às 22h) de segunda a sexta-feira, cumprindo os 200 dias letivos como estabelece a legislação educacional vigente.
A cidade de Escada é situada geograficamente na região da Mata Sul de Pernambuco com uma área de 348,8 km², tem uma participação no território do Estado de 0,35 %. Fica a 63 km da capital pernambucada – Recife, ao Norte: Cabo de Sto Agostinho e Vitória de Santo Antão, Sul: Sirinhaém e Ribeirão, ao Leste: Ipojuca e ao Oeste: Primavera[6].
Escada tem uma população de 63.517 habitantes e 21.050 domicílios[7]. Entre 184 municípios de Pernambuco, Escada é, atualmente, o 23º PIB estadual, constituindo-se na maior arrecadação e um dos melhores IDHs da região mata-sul do estado. Destacam-se na geração deste PIB a indústria de transformação, a agropecuária e comércio e serviços, nesta ordem. O setor industrial como a principal atividade econômica de Escada, representando quase 37% do PIB municipal, com destaque para o álcool da cana-de-açúcar e metal (inox), seguido, pelos setores de agropecuária e serviços[8].
O município tem cadastrado 13 indústrias em funcionamento, entre elas uma  indústria de grande porte do setor de tubos e conexões. Com a inclusão do município no Território Estratégico de SUAPE, a melhoria da infraestrutura do Distrito Agroindustrial e uma logística privilegiada, estima-se que nos próximos cinco anos, pelo menos 10 novas indústrias deverão se instalar na cidade[9].
Além da rica história e da beleza arquitetônica dos velhos engenhos, Escada tem atrativos naturais como quedas d`agua, nascentes de riachos, bicas, corredeiras e alguns resquícios da Mata Atlântica brasileira. Isso sem contar com o artesanato local, a culinária típica e o movimentado calendário de festas populares da cidade que inclui as festas juninas e a tradicional Cavalgada em abril. A cidade também conta com uma importante festa religiosa no mês de novembro. A festa da padroeira da cidade engloba muitos fiéis reunidos da igreja Matriz, no centro da cidade, além da periódica chegada de parques de diversões ambulantes nessa época. Dessa maneira, o período que segue as comemorações religiosas da cidade vem acompanhado de grandes multidões todas as noites no centro do comércio. É a própia população (na sua maioria católica) que se aglomera em diversões[10].
Atualmente a Escola Dr. Fernando Campelo atende alunos do 6º ao 9º ano da Educação Fundamental, e III e IV fases da Educação de Jovens e Adultos, com perspectiva do Ensino Médio. A frente da administração encontra-se a professora Maria Marta Lima de Sousa, nomeada sob a Portaria n.º 1464 – DO de 07/03/12, que conjuntamente com a professora Alda Gercina de Oliveira (adjunta), a professora Maria das Graças Rocha e Silva (secretária) e as professoras Nilbe Maria Moreira de Oliveira e Vilma Lucia Pereira Silva da Cruz (educadoras de apoio) constituem a equipe gestora. 
Desse modo, a referida escola é composta por um quadro funcional constituído por profissionais com formação específica nas áreas que atuam, estão distribuídos da seguinte forma: dezoito (18) professores em regência, sendo nove (9) efetivos, dois (02) estagiários e sete (07) com contrato temporário. Nove (09) professores não regentes com funções distintas: gestor escolar, diretor adjunto, secretário, educador de apoio e professores readaptados, além de um (01) técnico em gestão educacional. No que concerne ao serviço de apoio administrativo dispomos de três (03) assistentes administrativo-educacional, três (03) auxiliares administrativo-educacional, sendo um (01) efetivo e dois (02) serviços terceirizados, e ainda duas merendeiras e dois (2) porteiros ambos terceirizados, conforme sistematizado nos quadros 1, 2 e 3 a seguir:



Nome Completo
Vinculação
Área
 Especialização
1.    Adriana Lins da Silva
Efetiva
Letras
Lingüística Aplicada ao Ensino da Língua Inglesa
2.    Ana Lúcia de Lima Pereira
Efetiva
Letras
Língua Portuguesa e suas novas Tecnologias.
3.    Ana Paula Rodrigues Figueroa
Efetiva
Educação Física
Educação Física escolar
4.    Conceição Maria Lira Carneiro
Contrato temporário
Ciências Biológicas
Análises Clínicas
5.    Cristiano Antonio dos Santos
Efetivo
Ciências Biológicas
Ensino da Biologia
6.    Denílson Efrain Freitas da Silva
Estagiário
Matemática (estudante)
-
7.    Edinício Francisco da Cruz
Efetivo
Estudos Sociais com Habilitação em História
História das Artes e das Religiões
8.    Erica Anne Carvalho de Souza Silva
Contrato temporário
Letras
Linguística Aplicada ao Ensino da Língua Inglesa
9.    José Roberto da Silva
Contrato temporário
História
Ensino da Historia do Brasil
10.Joselma de Sena Estevão
Efetiva
Estudos Sociais com Habilitação em Geografia
-
11.Leandra Maria Silva dos Santos
Contrato temporário
Matemática
Ensino da Matemática

12.Mario José Gomes de Souza

Efetivo
Matemática
Ensino da Matemática
13.Pauliana de Oliveira Albuquerque
Estagiária
Letras (estudante)
-
14.Sandra Maria de Barros
Efetiva
Estudos Sociais com Habilitação em História
História do Brasil
15.Severino Henrique Silva Alexandre
Contrato temporário
Letras
Linguística Aplicada ao Ensino da Língua Portuguesa e Espanhola
16.Sonia Maria de Oliveira
Efetiva
Matemática

Ensino da Matemática

17.Tarciana Cisneiro Sousa da Silva
Contrato temporário
Letras
Linguística Aplicada ao Ensino da Língua Portuguesa e Espanhola
18.Vanessa Thaís Bruno
Contrato temporário
Ciências Biológicas
Ciências Biológicas
Quadro 1: Distribuição de Professores com docência





Nome Completo
Vinculação
Função
1.      Alda Gercina de Oliveira
Efetiva
Diretora Adjunta
2.      Ana Lucia Gomes Cavalcanti Neto
Efetiva
Professora Readaptada
3.      Ana Lúcia Pereira da Rocha Ramos
Efetiva
Professora Readaptada
4.      Anita Izabel Moura de Brito
Efetiva
Assistente Administrativo Educacional
5.      Carmésia de Freitas Monteiro
Efetiva
Professora Readaptada
6.      Flavia Maria da Silva
Terceirizada
Auxiliar de Higiene
7.      Ivete Cavalcanti Silva
Terceirizada
Merendeira
8.      Joana Martins de Souza
Efetiva
Professora Readaptada
9.      José Charlyanno Gwltenry de Oliveira
Terceirizada
Porteiro
10.  Lucilandia Maria Freitas de Barros
Terceirizada
Merendeira
11.  Maria da Gloria de Barros Maciel
Efetiva
Assistente Administrativo Educacional
12.  Maria das Graças da Rocha Silva
Efetiva
Secretaria
13.  Marco Paulo Sousa
Terceirizado
Porteiro
14.  Maria José dos Anjos Silva
Efetiva
Professora Readaptada
15.  Maria Marta Lima de Sousa
Efetiva
Gestora
16.  Mario Lopes de Amorim
Efetivo
Auxiliar Administrativo Educacional
17.  Nilbe Maria Moreira de Oliveira
Efetiva
Educadora de Apoio
18.  Rozangela Maria da Silva
Efetiva
Técnica em Gestão Educacional
19.  Solange Maria Cavalcanti Oliveira
Efetiva
Assistente Administrativo Educacional
20.  Thaís Fernanda da Silva
Terceirizada
Auxiliar de Higiene
21.  Vilma Lúcia Pereira Silva Cruz
Efetiva
Educadora de Apoio
Quadro 2: Distribuição de Funcionários, Professor com função técnico pedagógica e gestão.


Os recursos financeiros recebidos pela escola são oriundos da Secretaria de Educação Estadual para material de consumo, serviços e manutenção, e da União, destinados à merenda escolar, manutenção, consumo e bens de capital.
A escola Dr. Fernando Campelo se apresenta com uma estrutura física composta pelos seguintes espaços: seis (06) salas de aulas arejadas e com boa iluminação, uma (01) secretaria, uma (01) cozinha adequada ao trabalho, quatro (04) banheiros masculinos, sendo um adaptado para deficientes físicos, quatro (04) banheiros femininos, sendo um adaptado para deficientes físicos, 02 (dois) banheiros para funcionários, sendo um masculino e outro feminino, todos em excelentes condições de uso. Além disso, um (01) laboratório de informática, uma (01) sala de leitura com acervo diversificado, uma (01) quadra poli - esportiva, uma (01) área para estacionamento, um (01) salão coberto para atividades de recreação, uma (1) área de circulação descoberta, uma (01) despensa para estoque atendendo padrões exigidos para estoque, um (01) almoxarifado, além de amplas áreas de circulação arborizada. A seguir, apresentamos no quadro 3 uma sistematização dos dados referente a estrutura física.

Ambientes
Quantidade (unidade)
Salas de Aula
06
Secretaria Escolar
01
Dispensa para Merenda
01
Cozinha
01
Banheiros com chuveiro
02
Sanitários Masculino e Feminino
10
Laboratório de informática
01
Sala de leitura
01
Quadra poli - esportiva
01
Área para estacionamento
01
Área de circulação descoberta
01
Salão coberto para recreação
01
Despensa
01
Almoxarifado
01
Quadro 3: Distribuição dos espaços físicos

Nestes quarenta e cinco anos de história, a Escola Dr. Fernando Campelo, ao longo dessa trajetória, se consolidou como um espaço educativo diferenciado, uma vez que tem cumprido a tarefa de promover a apropriação de saberes, procedimentos, atitudes e valores por parte dos alunos, de forma participativa e, sobretudo, ética.

IV.        VISÃO


a)      DE SOCIEDADE-CULTURA
           
            Concordamos com Mizukami (1986)[11], que o homem cria a cultura na medida em que, integrando-se nas condições de seu contexto de vida, reflete sobre ela e dá respostas aos desafios que encontra (p. 87). Para Freire (1974), apud Mizukami, a cultura é entendida como “todo o resultado da atividade humana, do esforço criador e recriador do homem, de seu trabalho por transformar e estabelecer relações dialogais como outros homens” (p.87).
            Desse modo, a Escola Dr. Fernando Campelo concorda que a cultura constitui a aquisição sistemática da experiência humana crítica e criadora, a qual precede, e não simplesmente armazenadora de informações. A escola constitui-se também numa cadeia de épocas caracterizada por valores, aspirações, necessidades e motivos que, ao não responder as necessidades reais, torna-se superada.

b)     DE EDUCAÇÃO

            Toda ação educativa deve preceder de uma reflexão sobre o homem e de uma análise do meio de vida desse homem concreto, a quem se quer ajudar para que se eduque (MIZUKAMI, 1986).
            Desse modo, a Escola Dr. Fernando Campelo compreende a educação como meio possibilitador de aquisição, de forma crítica e participativa, da cultura historicamente construída. A educação, nesses moldes, constitui-se, portanto na possibilidade de participação ativa da história, da sociedade, bem como da transformação da realidade. Isso pressupõe um processo educacional que contribua para uma forma crítica de pensar.
            Uma prática educativa que atenda a tal concepção não pode ser treinadora, nem tampouco direcionada à adaptação pelos sujeitos a uma realidade imutável, mas ao contrário, deve contribuir para o questionamento desta.

c)      DE ESCOLA

            A escola deve ser um local onde seja possível o crescimento mútuo, do professor e dos alunos, no processo de conscientização. Apesar de fazer parte de um subsistema do sistema maior que é a sociedade, enquanto espaço social está permanentemente se constituindo.
            Desse modo, a Escola Dr. Fernando Campelo, compreende a escola como um espaço privilegiado de ensino e aprendizagem, de produção e socialização de saberes, que auxilia na formação da competência acadêmica humana e na transformação da sociedade. Para isso deve ser democrática, acolhedora e significativa para o aluno. Deve ser referência na gestão democrática e reconhecida mediante um processo educativo, dinâmico e de qualidade que garanta a permanência do aluno.


V.      MISSÃO


            A Escola Dr. Fernando Campelo tem como missão desenvolver uma educação de qualidade capaz de proporcionar uma base educativa eficiente para o desenvolvimento de potencialidades que permitam aos estudantes uma partipação ativa na transformação da sociedade.



VI.   VALORES


             Uma dos pontos altos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9.394/96)[12] é  o reconhecimento da importância dos valores na educação escolar.  De acordo com a Lei a educação em valores dá sentido e é o fim da educação escolar. Essa importância é fortemente expressada quando, ao dispor sobre os princípios e fins da Educação Nacional, a LDB, estabelece no seu Art. 2º que a educação, dever da família, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania [...],  e que deve ser inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade .
            Ainda no seu artigo 3º, a LDB elenca, entre os princípios de ensino, vinculados diretamente à educação em valores, a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber (inciso II), pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas; (inciso III); IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância (inciso IV).
            Diante do exposto, mais do que conhecimentos, competências, e habilidades faz-se necessário que os valores sejam incorporados no cotidiano das práticas pedagógicas que permeiam o universo educativo. É a partir dessa reflexão que a Escola Dr. Fernando Campelo prioriza um fazer educativo baseado nos princípios da liberdade, solidariedade, justiça social, honestidade, ética e transparência de modo a contribuir para um sujeito mais humano.

VII.          DIAGNÓSTICO
           
A Escola Dr. Fernando Campelo está localizada na área periférica da cidade de Escada, considerada de difícil acesso, onde a maioria dos alunos atendidos é de família economicamente e culturalmente de classe baixa, sem escolaridade ou com baixo nível de formação escolar, vivem do trabalho informal.  Os alunos são, em sua maioria, de famílias de pais separados, criados com avós, tios/tias e outros parentes, em moradias de invasões e convivem em meio à violência urbana oriunda do êxodo rural.
Parte dos alunos que apresentavam grandes dificuldades de aprendizagem em meados de 2009, após um trabalho em conjunto e intensivo, resultado de uma parceria entre os educadores e familiares, desenvolveu um índice significativo de aprendizagem, chegando a elevar a meta do IDEPE da escola de 3.40 em 2008, para 4.31 em 2009. 
No ano de 2011, a Escola Dr. Fernando Campelo contava com um total de 406 (quatrocentos seis) matriculados. Atualmente, em 2012,  conta com uma matrícula efetiva de  492[13] (quatrocentos e noventa e dois) alunos, sendo 390 (trezentos e noventa) do 6º ao 9º ano , funcionando nos turnos da manhã e tarde, 20 (vinte) no Projeto Travessia, funcionando no turno da tarde e 82 (oitenta e dois) na educação de Jovens e Adultos no turno noturno. Esses dados são melhor sistematizados nos quadros 4 e 5 a seguir.

Modalidade de Ensino
Turma
Manhã
Tarde
Noite

Número de
Turma
Matrículas Efetivas
6º Ano

A
X
-
-
01
42
B
-
X
-
01
38
7º Ano

A
x
-
-
02

32
B
X
-
-
29
C
-
X
-
01
22
8º Ano

A
x
-
-
01
33
B
-
x
-
02

24
C

X

24
9º Ano

A
X
-
-
01
38
B
X
-

01
32
Total 1
10
06
04
-
10
314
Educação de Jovens e Adultos
5ª / 6ª
Única
-
-
x
01
26
7ª / 8ª
Única
-
-
x
01
27
Travessia Fundamental
5ª / 6ª
Única
-
x
-
01
19
7ª /8ª
Única
-
-
X
01
20
Total 2
05
-
-
05
05
92
Total 1+ 2
406
Quadro 4: Distribuição de alunos matriculados por série/turno do ano de 2011.

Modalidade de Ensino
Turma
Manhã
Tarde
Noite

Número de
Turma
Matrículas Efetivas
Ensino Fundamental
6º Ano

A
X
-
-
02
38
B
X
-
-
43
C
-
X
-
01
40
7º Ano

A
x
-
-
02
30
B
X
-
-
31
C
-
X
-
01
33
8º Ano

A
x
-
-
01
45
B
-
x
-
01
45
9º Ano

A
X
-
-
01
41
B
-
X

01
44
Total 1
10
06
04
-
10
390
Educação de Jovens e Adultos
5ª /6ª
Única
-
-
x
01
43
7ª /8ª
Única
-
-
x
01
39
Travessia Fundamental
7ª /8ª
Única
-
x
-
01
20
Total 2
03
-
01
02
03
102
Total 1+ 2
492
Quadro 5: Distribuição de alunos matriculados por série/turno do ano de 2012

A Escola Dr. Fernando Campelo desenvolve um trabalho baseado nos princípios de gestão democrática, tendo oficialmente constituído o Conselho Escolar, o Conselho de Classe e a Unidade Executora, denominada Conselho Escolar Professora Maria das Dores Silva de Abreu. Através desta, juntamente com a comunidade escolar, recebe e decide a aplicação dos recursos públicos.
Bimestralmente são desenvolvidos encontros de pais e mestres com palestras educativas sobre temáticas de interesse da família, tais como afetividade, adolescência, importância do diálogo, sexualidade, entre outros, com o intuito de fortalecer a relação entre pais e filhos, e assim minimizar os conflitos de relação tão comuns nos tempos atuais.
Buscando aprimorar a qualidade das intervenções pedagógicas e contribuir para o crescimento intelectual dos estudantes, as seguintes atividades de cunho didático pedagógico são realizadas: plantão pedagógico, acompanhamento pedagógico pelos educadores de apoio, fórum de resultados dos projetos vivenciados durante o ano letivo com incentivo e premiação dos melhores aproveitamentos no processo ensino-aprendizagem, além de projetos didáticos/pedagógicos, feira de conhecimentos, excursões pedagógicas, entre outros.
            Plantão Pedagógico: trata-se de um espaço destinado ao diálogo, esclarecimento e troca de idéias entre professoras e pais/mães, sobre o desenvolvimento dos estudantes, para que entendam melhor o seu processo de aprendizagem.  Na Escola Dr. Fernando Campelo esse espaço de diálogo é proporcionado quatro vezes ao ano, o que corresponde a uma vez em cada bimestre letivo. Nessa escola, o plantão pedagógico tem por objetivo aprimorar a aprendizagem, orientar e acompanhar o desenvolvimento pedagógico dos alunos a partir da socialização junto às famílias e responsáveis pelos estudantes dos resultados e registros das notas por disciplinas em conjunto com os resultados do sistema integrado do Governo do Estado de Pernambuco, o SIEPE. Nesses espaços, os pais são orientados quanto as questões de relacionamento, acompanhamento dos estudos e visita a escola, integração escola família, atitudes dos pais e/ou responsáveis que contribuem para a aprendizagem dos estudantes, dificuldades apresentadas pelos mesmos, seja no âmbito do ensino ou da relação com o outro (relação interpessoal) e encaminhamentos para acompanhamentos especiais e específicos (no âmbito da saúde física, mental ou social). Nessa ocasião os professores, por área específica, abordam os resultados individuais de cada aluno junto aos pais, além do compromisso e responsabilidade demonstrados pelos mesmos no cotidiano do espaço escolar.
O acompanhamento pedagógico: Trata-se de uma atividade desenvolvida em parceria entre as educadoras de apoio e os professores das diversas áreas. Acontece no cotidiano da escola, a partir de encontros individuais com os professores e dos conselhos de classe.
Projetos didático-pedagógicos: Tratam-se dos projetos disciplinares, multidisciplinares ou interdisciplinares desenvolvidos com o fim específico de proporcionar um melhor espaço de aproveitamento do conteúdo específico pelos estudantes e/ou possibilitar a formação valores, procedimentos e atitudes investigativas que lhes ajudem a tomar decisões com autonomia, criatividade, responsabilidade e ética. Entre os projetos desenvolvidos destacam-se:


a)    PROJETO CULTURA NORDESTINA

Objetivo Geral: Conhecer e estudar a cultura do nordeste brasileiro e sua influência na história e cultura socioeconômica de Pernambuco e da Região e sua contribuição para o desenvolvimento do povo brasileiro. Vivenciado no período do Folclore Brasileiro.
d)      NATAL SOLIDÁRIO

Objetivo Geral: Vivenciar a solidariedade e confraternização natalina, adotando famílias da comunidade e /ou abrigos, doando alimentos, roupas, realizando troca de presentes e vivenciando reflexão sobre o sentido de nascer novamente através das necessidades do irmão e do sentido do nascimento de Jesus.

e)      PROJETO O BRASIL E NÓS.

Objetivo Geral: Estudar a história e a cultura afrodescendência no Brasil e no mundo correlacionando com nossas histórias locais e no âmbito do contexto social em que vivemos.

f)       PROJETO DE LEITURA – Ler e Escrever por prazer.

Objetivo Geral: Garantir a formação de alunos leitores e escritores de textos convencionais ou não convencionais, transformando a sala de aula num espaço prazeroso.

g)      DROGAS TÔ FORA

Objetivo Geral: Desenvolver nos educandos e comunidade em geral, senso crítico e reflexivo sobre efeitos e causas do uso de drogas lícitas e ilícitas através de atividades lúdicas, palestras, documentários, dramatizações.

h)      DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA - Os Tempos Humanos e as Garantias dos Direitos


Objetivo Geral: Promover o debate sobre a humanização, observando a importância de      sensibilização para o bem estar físico, emocional e social do ser humano a partir de reflexões sobre ética no convívio social, respeito às diferenças, bem como os direitos e os deveres constitucionais para o aprimoramento da qualidade de vida do indivíduo e do coletivo.


i)        PROJETOS PARA SEREM DESENVOLVIDOS COM O ENSINO MÉDIO E EJAI, FASE IV:

Feira das Profissões: conhecendo o mundo de trabalho; Jornada Pedagógica: Alcançando o Ensino Superior consolidando a continuidade da formação básica de qualidade; Viajando com a Leitura: os desafios de conhecer o mundo através da leitura; Oficina: Da Literarte do Sorriso à Representação Teatral.

j)        OUTROS:

Paradidáticos em ação: li, gostei e indico; Sexualidade: Respeite o Sexo; Black Conscience: We are in Africa! (A Consciência Negra: a África esta em nós!); Jogos Educativos: uma experiência que promove competitividade e integração recreativa; Dia da Família na Escola; O Carnaval do Brasil; Páscoa na Escola; Luiz Gonzaga para sempre Rei.

Além dos projetos didáticos/pedagógicos, atividades relativas as data comemorativas e outras referentes a concursos e projetos de âmbito municipal, estadual e nacional, conforme sistematizado no quadro 6 e 7 respectivamente:

Data comemorativa
Período
Festa Carnavalesca
Fevereiro ou Março
Páscoa
Março ou Abril
Comemoração do Dia das Mães

Maio
Emancipação Política da Cidade de Escada

Maio
Festas Juninas

Junho
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Desfile Público do dia 07 de setembro – Independência do Brasil, 24 de maio – Emancipação Política de Escada e outros culturais.
Setembro/Municipal
Quadro 7: Concursos e Projetos Municipal, Estadual e Nacional.

No intuito de fortalecer o trabalho em conjunto, o planejamento por área especifica é elaborado com os educadores de apoio e professores de forma coletiva e socializada, partindo das necessidades identificadas no processo de avaliação da aprendizagem e pelas normas e diretrizes da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco através de regulamentos e diretrizes curriculares.


VIII.       AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

De acordo com Silva[14] (2004) “a avaliação é concebida como processo/instrumento de coleta de informações, sistematização e interpretação das informações, julgamento de valor do objeto avaliado através das informações tratadas e decifradas e, por fim, tomada de decisão” (p 12-13).
Nesse cenário, a avaliação da aprendizagem tem o objetivo de acompanhar o desenvolvimento dos estudantes no sentido de identificar as necessidades de intervenção que possam garantir um melhor aproveitamento escolar por parte dos estudantes. Portanto, na Escola Dr. Fernando Campelo a avaliação da aprendizagem é norteada pelas diretrizes e normatização da Secretaria de Educação (ver anexo). Acontece alinhada com o processo ensino aprendizagem em caráter cumulativo, sistêmico e bimestralmente com registro de notas que vão de zero (0) a dez (10) com recuperação paralela e bimestral.
Na escola é desenvolvido um trabalho com compromisso dos gestores, técnicos, professores, assistentes e auxiliares, muitos desafios assumidos com a intenção de possibilitar o crescimento intelectual, mas acima de tudo humano. Desse modo, na escola, buscamos gerir todos os conflitos socais na busca permanente de vivenciar a cultura de paz, mas acima de tudo deixar que valores como a Ética, o Relacionamento Humano, o Respeito à Diversidade, o Pluralismo de Ideias, a Inovação, a Criticidade e Criatividade, a Solidariedade e a Dignidade e Justiça Social, façam parte da formação dos nossos estudantes, e que essa prática seja ferramenta de valorização profissional e pessoal de todos que fazem a escola para que não desistam jamais de acreditar na educação como oportunidade de conquistar e construir um mundo mais justo, igualitário e de oportunidades.


IX. OBJETIVO GERAL


Contribuir com a formação de sujeitos participativos, críticos e éticos, dotados de competências que lhes possibilitem atuar com consciência, honestidade, justiça e ética no meio em que vivem e transformar a realidade em prol da garantia de uma cidadania plena para si e para a coletividade.



X.       OBJETIVOS ESPECÍFICOS


§  Propiciar um ambiente escolar acolhedor com o propósito de favorecer condições mais adequadas para o processo de aprendizagem dos estudantes;

§  Desenvolver um trabalho pedagógico interdisciplinar dando ênfase aos temas transversais;

§  Acompanhar sistematicamente os resultados e registros do processo ensino aprendizagem e frequência do corpo discente no sentido de fazer as devidas intervenções pedagógicas, bem como redirecionar ações de forma a garantir espaços de construção de saberes;

§  Desenvolver uma prática educativa fundamentada na pedagogia de projetos;

§  Intensificar a prática do plantão pedagógico como programa de valorização dos resultados e redirecionamento do planejamento escolar e dos planos de ensino;

§  Articular parcerias junto a comunidade e organizações governamentais e não governamentais para o desenvolvimento de projetos de âmbito social;

§  Participar e promover eventos educativos no âmbito da rede escolar local e estadual;

§  Proporcionar a todos os membros da comunidade escolar meios de participação efetiva no processo educacional;
§  Incentivar a participação de corpo docente em programas de formação continuada promovido pela rede estadual de ensino, oficialmente pela Secretaria de Educação e/ou escola;

§  Proporcionar espaços de formação continuada para corpo docente em serviço;

§  Estimular a participação voluntária dos pais em prol do aprimoramento das ações educativas, visando fortalecer a relação escola-família;



XI.    METAS E MEDIDAS OPERACIONAIS


  1. Garantir o cumprimento dos 200 dias letivos de aulas e 800 horas/aulas com regência na escola seja através de aulas regulares ou de projetos didáticos pedagógicos, excursão didática e outras atividades planejadas pela escola, cumprindo a legislação vigente.

  1. Acompanhar e replanejar o calendário escolar para garantir o cumprimento de 97% da freqüência do professor nas atividades escolares, seja na regência, nos projetos didáticos ou nos eventos e datas comemorativas.

  1. Acompanhar e promover ações que resultem no comprometimento da família, apoio do Conselho Tutelar e dos professores para garantir 98% de freqüência dos alunos nas aulas, como também nos eventos, datas comemorativas e projetos didáticos organizados pela escola.

  1. Reunir as famílias, alunos e professores para discutirem e elaborarem procedimentos de convivência focados na melhoria do processo ensino aprendizagem e na qualidade da educação com vistas a ampliar de 98.1% (percentual de aprovação em 2011) para 98.5% a aprovação do 6° ao 9° ano para o ano de 2013 e a cada ano ampliar em 0.5% consecutivamente.

  1. Alcançar no mínimo, 90% da presença dos pais em reuniões promovidas pela escola.

  1. Elevar para 4.3% o IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica da escola até o final do ano letivo de 2013 e a cada ano ampliar em 0,3% consecutivamente.

  1. Garantir a participação de no mínimo 90% dos alunos de conhecimentos específicos e institucional a nível estadual e nacional.

  1. Implantar o Ensino Médio em 2013.

  1. Estimular a participação da equipe gestora, professores e funcionários nos programas de formação continuada da rede estadual de ensino e ampliar para 5% dos profissionais anualmente a participação em outros eventos educativos (seminários, congressos, feiras, jornadas pedagógicas e outros) e pelo menos 01 (um) profissional ingressar a cada dois anos em um programa de pós-graduação e a nível de especialização, mestrado ou doutorado.

  1. Promover anualmente um evento educativo que trate das questões voltadas apara humanização, cidadania e justiça social envolvendo a escola coletivamente e a sociedade local.

  1. Construir, em bloco separado da cozinha, os sanitários e banheiros para professores e alunos.

  1. Reformar a cozinha adaptando-a aos padrões exigidos pela Secretaria de Educação de Pernambuco.

  1. Ampliar a estrutura física (espaço) da sala de leitura.

  1. Ampliar o acervo da sala de leitura, e manter um programa de atualização permanente do acervo.

  1. Fazer manutenção da quadra poli-esportiva, com troca do piso e colocação de alambrado.




Escada-PE, Março /2012
































ANEXO I



Instrução Normativa de Avaliação da Aprendizagem



INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 04/2008


Ementa: Dispõe sobre as diretrizes e procedimentos para implantação do Sistema de Avaliação das Aprendizagens nas Escolas da Rede Estadual de Ensino a partir do ano letivo de 2008.

A Secretaria Executiva de Desenvolvimento da Educação e a Gerência de Normatização do Ensino, com base no Decreto nº. 30.362 de 17 de abril de 2007, DOE de 18 de abril de 2007, na Lei Federal nº. 9.394 de 20 de dezembro de 1996, DOU de 20 de dezembro de 1996, na Lei nº. 10.172 de 09 de janeiro de 2001, que dispõe sobre o PNE, Lei nº. 11.114/2005, Lei nº. 11.274/2006 que altera os artigos 2º, 3º, 32 e 87 da LDB, Parecer CNE/CEB nº. 04/1998, Resolução CNE/CEB nº. 02/98, Parecer CNE/CEB nº. 06/2005, Resolução CNE/CEB nº. 03/2005, Parecer CNE/CEB nº. 18/2005, Resolução CEE/PE nº. 03/2006, Lei Estadual nº. 12.252/2002, que dispõe sobre o PEE, Lei nº. 12.286/2002 que altera o PEE, Resolução CEE/PE nº.02/2007, Parecer CNE/CEB nº. 15/98, Resolução CNE/CEB nº. 03/98, Decreto CNE/CEB nº. 5.154/2004, Parecer CNE/CEB nº. 39/2004, Parecer CNE/CEB nº. 01/99, Resolução CNE/CEB nº. 02/1999, Parecer CNE/CEB nº. 11/2000, Resolução CNE/CEB nº. 01/2000, Resolução CEE/PE nº. 02/2004. Considerando que a Secretaria de Educação de Pernambuco define como princípio norteador do conjunto das políticas educacionais a educação para a cidadania e destaca como prioridade a universalização da educação básica com permanência do(a) estudante, ampliação e qualidade da educação escolar;

Considerando que a concepção de avaliação do processo de aprendizagem explicitada na lei de Diretrizes e Bases da Educação NacionalLDBEN nº 9394/1996 define a avaliação como parte integrante e estruturante do processo de aprendizagens e da ação pedagógica que possibilita o acompanhamento da construção de conhecimento e de desenvolvimento sóciocognitivo do(a) estudante;

Considerando que a avaliação do processo de aprendizagens caracterizase pela predominância dos procedimentos qualitativos sobre os quantitativos, dos processos sobre os produtos, a ser implementada como dinâmica de natureza cumulativa, contínua, sistemática, extensiva e flexível, superando a visão classificatória e terminal;

Considerando que os dados da avaliação devem ser indicadores para a reflexão do (a) professor (a) sobre sua ação e da prática pedagógica da escola no sentido de redirecionar o ensino com o objetivo de atender as necessidades do (a) estudante na perspectiva de ampliar e consolidar aprendizagens;

Considerando que a concepção de avaliação da forma como prevista nesta Instrução, requer que a escola seja compreendida enquanto espaço de aprendizagens múltiplas em função da construção da identidade cidadã dos seus sujeitos;
Considerando que se torna imprescindível o envolvimento do(a) estudante, pais e educadores da escola nos processos de ensino e de aprendizagens e seus resultados;

RESOLVE:

Art.1º As Escolas da Rede Estadual de Ensino de Pernambuco implantarão, a partir do ano letivo de 2008, as disposições previstas nesta Instrução Normativa, referentes ao Sistema de Avaliação do processo de construção de aprendizagens.

DAS ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS DA AVALIAÇÃO

Art.2º O processo de avaliação das aprendizagens do(a) estudante darseá de acordo com os níveis, ciclos/séries, anos, fases, modalidades e projetos de ensino:

I na Educação Infantil, a avaliação do desenvolvimento da criança será realizada através do acompanhamento sistemático e registro do seu desenvolvimento mediante a elaboração de pareceres de aprendizagens sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao Ensino Fundamental, de acordo com o disposto no Art. 31 da LDBEN nº. 9394/1996;

II nos Ciclos/Anos Iniciais do Ensino Fundamental, a avaliação das aprendizagens do(a) estudante será realizada através de instrumentos diversificados e registrada sob a forma de Parecer Descritivo da trajetória do estudante, de acordo com o disposto no Art. 4º, incisos de I a V da Instrução Normativa nº 01/2006 que orienta procedimentos para reorganização do ensino em Ciclos no Sistema Educacional.

III nos anos finais do Ensino Fundamental (5ª à 8ª série/6º ao 9º ano), no Ensino Médio–Médio Integrado à Educação Profissional, Normal Médio e nas modalidades da EJA, a avaliação das aprendizagens do(a) estudante deverá ser realizada através de instrumentos diversificados e as verificações de aprendizagens registradas sob a forma de nota;

IV nos projetos especiais da Secretaria de Educação a avaliação das aprendizagens do(a) estudante e os registros de verificação serão realizados de acordo com as orientações teóricometodológicas da cada projeto.

Parágrafo único. É vedado submeter o(a) estudante a um único instrumento de avaliação e de verificação de aprendizagens em cada unidade didática bimestral.

Art.3º As aprendizagens que o estudante deverá desenvolver na(s) série(s), ano(s), fase(s), módulo(s) do Ensino Fundamental e Médio serão vivenciadas em situações didáticas planejadas pelo(a) professor(a) e no Projeto Político Pedagógico, por unidades didáticas bimestrais, considerando os conteúdos curriculares definidos pela Secretaria de Educação.

Art.4º Os critérios avaliativos devem ser estabelecidos a partir dos conteúdos definidos pela Secretaria de Educação.

DO PROCESSO DE PROGRESSÃO DO/A ESTUDANTE

Art. 5º O(a) estudante ao longo da sua escolaridade poderá obter progressão plena ou parcial.
Art. 6º A progressão plena darseá quando o(a) estudante atingir ao término do ano letivo ou após período de recuperação final, nota igual ou superior a 6,0 (seis) em todos os componentes curriculares da série/fase/ano/módulo e freqüência mínima de 75% do total das horas letivas em cada componente curricular.

Art.7º A progressão parcial, direito do(a) estudante, darseá quando o(a) mesmo(a) após período de recuperação final, não obtiver aprovação em até dois componentes curriculares da série/fase/ano/módulo cursados e será oferecida de acordo com as condições de cada escola.

Art.8º A progressão parcial será admitida nos anos/fases/séries finais do Ensino Fundamental, nas 1ª e 2ª séries do Ensino Médio, nas 1ª, 2ª e 3ª séries do Médio Integrado à Educação Profissional e nas 1ª, 2ª e 3ª séries do Normal Médio.

§ 1º No regime de progressão parcial as novas oportunidades de aprendizagens deverão ser planejadas pelo (a) professor(a), divulgadas em tempo hábil e oferecidas obrigatoriamente pela Escola.

§ 2º Poderá cursar a 1º série/módulo do Ensino Médio, Médio Integrado à Educação Profissional e do Normal Médio, apenas o(a) estudante aprovado(a) em todos os componentes curriculares do Ensino Fundamental.

§ 3º O(a) estudante, em regime de progressão parcial, deverá obter em cada componente curricular a nota mínima 6,0 (seis) para aprovação.

§ 4º Ao(a) estudante em regime de progressão parcial serão oferecidas, no mínimo, 03 (três) oportunidades de reensino e avaliação da aprendizagem, no ano letivo subseqüente.

Art. 9º O(a) estudante reprovado em até duas disciplinas na 8ªsérie/9º ano e na 4ª fase da EJA do Ensino Fundamental e no Ensino Médio 3ª série, 4ª série do Médio Integrado à Educação Profissional, 4ª série do Normal Médio e no 2º ano da EJA Ensino Médio, tem direito a exame especial de progressão parcial a realizarse no final do ano letivo, conferindolhe, se aprovado(a) o prosseguimento de estudos. Em caso de reprovação, após o exame final, o(a) estudante repetirá a série.

Art.10 O(a) estudante que não obtiver aprovação, ao repetir a série/fase/módulo/ano, não poderá ser reprovado no(s) componente(s) curricular(es) em que já obteve aprovação no(s) ano(s) letivo(s) anterior(es).

DOS PROCEDIMENTOS DE ATRIBUIÇÃO E REGISTRO DE NOTAS

Art. 11 O processo de atribuição e registro de notas considera os seguintes critérios:

I o nível de aprendizagem do(a) estudante deverá ser registrado pelo(a) professor(a) no diário de classe;

II a avaliação da aprendizagem terá registro em forma de notas expressas na escala de 0 (zero) a 10,0 (dez virgula zero);

III o registro de notas será expresso mantendo até uma casa decimal, conforme a escala: 0,5; 1,0; 1,5; 2,0;
2,5; 3,0; 3,5; 4,0; 4,5; 5,0; 5,5; 6,0; 6,5; 7,0; 7,5; 8,0; 8,5; 9,0; 9,5 e 10,0.

Parágrafo único. O arredondamento de notas, quando necessário, será por acréscimo e nunca por decréscimo de décimos.

Art. 12 Para aprovação do (a) estudante ficará estabelecida a nota 6,0 (seis) por componente curricular, a qual será calculada pela média aritmética das notas atribuídas pelo professor(a) ao(a) estudante em cada unidade didática bimestral.

Art. 13 Em cada unidade didática bimestral, a avaliação da aprendizagem compreenderá, no mínimo, duas atividades avaliativas a saber:

I procedimentos avaliativos, tais como: trabalho em grupo, apresentação de seminários, pesquisas, tarefas realizadas em sala de aula, realização de projetos, planejados pelo (a) professor(a), correspondendo à 1ª (primeira) nota;

II procedimento avaliativo que represente a síntese dos conteúdos ensinados e realizado individualmente pelo (a) estudante, no final de cada unidade didática bimestral, correspondendo à 2ª (segunda) nota.

Art. 14 A média aritmética do bimestre é o resultado obtido pelo(a) estudante ao longo de cada unidade didática bimestral.

DA RECUPERAÇÃO DA APRENDIZAGEM

Art.15 A recuperação da aprendizagem, direito do(a) estudante, será ofertada ao longo de cada unidade didática bimestral, de forma paralela, e ao final do ano letivo.

§ 1º Os estudos paralelos de recuperação da aprendizagem deverão ocorrer durante as unidades didáticas/ bimestrais, através de situações didáticas, em atividades diversificadas, garantindo ao estudante que não tenha demonstrado apropriação do(s) conhecimento(s) novas oportunidades para aprendêlo(s).

§ 2º (a) ou (o) estudante que, ao final do ano letivo, não obtiver a média anual 6,0 (seis) será,
obrigatoriamente, ofertada pela escola uma oportunidade final de recuperação da aprendizagem.

§ 3º A recuperação final da aprendizagem deverá contemplar os conteúdos definidos para a série/fase/ano/módulo durante o ano letivo através de novas oportunidades de ensino.

§ 4º Caso a nota da recuperação final seja menor do que a nota anual prevalecerá a maior nota para efeito de registro escolar.

DA OPERACIONALIZAÇÃO DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE FORMA SATISFATÓRIA

Art.16Para que a operacionalização do sistema de avaliação se desenvolva de forma satisfatória, necessária se faz a participação do(a):

I professor(a), no que se refere:
a) ao preenchimento de todos os dados do diário de classe;
b) tornar acessíveis ao(a) estudante, seus pais ou responsáveis os dados sobre as aprendizagens do(a) estudante;
c) participar do Conselho de Classe;
d) oportunizar estudos de recuperação da aprendizagem ao(a) estudante durante o ano letivo;
e) zelar pela aprendizagem do(a) estudante;
II conselho de classe, no que se refere à homologação dos resultados das aprendizagens obtidos pelo(a) estudante, conforme registrado no diário de classe;

III secretaria da escola, no que se refere à transposição dos dados contidos nos diários de classe para a ficha individual do (a) estudante, os quais obrigatoriamente integrarão seu histórico escolar.

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 17Os casos de estudante com doença comprovada ou estado de gestação, bem como outros de natureza específica, serão tratados conforme legislação educacional vigente.

Art. 18Os casos omissos serão resolvidos pelos Conselhos Escolares e de Classe, ouvida a Gerência Regional de Educação a qual a escola está jurisdicionada.

Art. 19A presente Instrução revoga a Instrução nº 002/2002 de 08 de abril de 2002.

Art. 20Esta Instrução Normativa entrará em vigor a partir da data de publicação no Diário Oficial do Estado.



Recife, 14 de abril de 2008.




Aída Maria Monteiro da Silva
Secretária Executiva de Desenvolvimento da Educação
Vicência Barbosa de Andrade Torres
Gerente de Normatização do Ensino.





[1] Diretor da Escola de Educação Básica Neusa Maria Pacheco, de Canela, RS, 2006.
[2] LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola: teoria e prática.  5 ed. Goiânia: Editora Alternativa, 2004.
[3] UNESCO. Educação: um tesouro a descobrir. Brasília, MEC. 10. ed. São Paulo: Cortez, 2006.
[4] SCHÖN, D. A. Educando o profissional reflexivo. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.
[5] Ver detalhamento da história da escola em anexo 2
[6] Fonte: FIDEM, Perfil Municipal e Tribunal Regional Eleitoral - TRE-PE.
[7] Fonte: Contagem da população 2007 – IBGE
[8] (Dados da Agência Condepe/Fidem)
[9] ( Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Município).
[10] Texto: Wikipédia, a enciclopédia livre.

[11] MIZUKAMI, M. da G. N. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo: EPU, 1986.
[12] BRASIL. LDB: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: Lei 9.394/96. Apresentação Carlos Roberto Jamil Cury. 10 ed. Rio de janeiro: DP&A, 2006.
¹³ Fonte: Censo 2011, Ata/2012
[14] SILVA, J. F. da. Avaliação do ensino e da aprendizagem numa perspectiva formativa reguladora. In: Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo. Jansen Felipe da Silva, Jussara Hoffmann, Maria Tereza Esteban (Orgs.). 3. ed. Porto Alegre: Mediação, 2004.