Governo de Pernambuco
Secretaria de Educação de Pernambuco – SEDUC
Gerência Regional da Educação – GRE - Mata Centro
Vitória de Santo Antão - PE
Escola Dr. Fernando Campelo – Escada - PE
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
Um contrato entre
gestores, professores, alunos, família e comunidade.
“Precisamos sonhar
juntos, no sonho projetar, no projeto realizar e dar continuidade, pois o ser
humano deve buscar sempre novas lutas e opções, para ser sujeito de sua própria
história e agente de construção de sua cidadania.”
Constantino Orsolin[1],
I. APRESENTAÇÃO
A educação escolar tem a tarefa de
promover a apropriação de saberes, procedimentos, atitudes e valores por parte
dos alunos, pela ação mediadora dos professores e pela organização e gestão da
escola (LIBÂNEO, 2004, p. 137)[2].
Para o autor, a principal função social e pedagógica das escolas é a de
assegurar o desenvolvimento das capacidades cognitivas, operativas, sociais e
morais. À educação cabe fornecer os mapas de um mundo complexo e constantemente
agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permita navegar através dele (UNESCO,
2006)[3].
Para dar resposta ao conjunto das
suas missões, a educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens
fundamentais - aprender a aprender,
aprender a ser; aprender a viver junto e aprender a fazer- as quais,
juntas, constituirão os pilares do conhecimento de cada indivíduo, pilares
esses, essenciais para a conquista da cidadania (UNESCO, 2006).
Desenvolver tal missão requer, no
âmbito do contexto escolar, um planejamento construído em regime de colaboração
adequado ao tipo de escola que se deseja; aos objetivos e metas correspondentes
às necessidades e expectativas da comunidade escolar, as necessidades que
precisam ser atendidas em termos de formação dos alunos e alunas para a
autonomia, cidadania, participação. Para
isso, faz-se necessário superar as formas conservadoras de organização e
gestão, adotando formas alternativas e criativas, de modo que aos objetivos sociais
e políticos da escola correspondam estratégias adequadas e eficazes dessa
organização e dessa gestão (LIBÂNEO, 2004, p.137).
É nesse cenário que se localiza o
Projeto Político Pedagógico (PPP), instrumento e processo de organização da
escola que detalha objetivos, diretrizes e ações do processo educativo a ser
desenvolvido na escola, expressando a síntese das exigências sociais e legais
do sistema de ensino e os propósitos e expectativas da comunidade escolar. Como
colocado por Libâneo (2004), o PPP considera o que já está instituído, mas tem
também uma característica de instituinte.
Portanto, é
partindo desses pressupostos que apresentamos o Projeto Político Pedagógico da Escola Dr. Fernando Campelo para o biênio 2012-2014. Trata-se de um plano resultante da
re-elaboração do PPP de 2002, que foi
construído a partir de um processo participativo de discussão e
cooperação entre equipe gestora, professores, representantes de alunos, de pais
de alunos e comunidade local, visando sua adequação as especificidade da
comunidade educativa.
Procurando
priorizar na escola uma linha de trabalho voltada para a formação do cidadão,
dentro de uma gestão democrática, o presente projeto foi elaborado visando
desenvolver a autonomia do aluno enquanto sujeito crítico, participativo e
interrelacionado com os interesses sociais e políticos do meio em que vive.
Acreditando na formação para a
cidadania e com a perspectiva de desenvolver uma ação educacional
participativa, o presente Projeto Político Pedagógico institui objetivos,
procedimentos, instrumentos, modos de agir, estruturas, hábitos, valores, ou
seja, institui uma cultura organizacional. Por isso, está aberto a permanente
avaliação, dentro de uma perspectiva da ação-reflexão-ação (SHON, 2000)[4].
II. JUSTIFICATIVA
O planejamento escolar consiste numa atividade de previsão da ação a ser
realizada, implicando definição de necessidades a atender, objetivos a atingir
dentro das possibilidades, procedimentos e recursos a serem empregados, tempo
de execução e formas de avaliação (LIBÂNEO, 2004, p. 149). Para o autor, o
processo e o exercício de planejar referem-se a uma antecipação da prática, de
modo a prever e programar as ações e os resultados desejados, constituindo-se
numa atividade necessária à tomada de decisões (p. 149).
Portanto, é diante do exposto
que se justifica a construção do presente Projeto Político Pedagógico que teve
como propósito, considerando o que já está constituído, instituir a cultura
organizacional da Escola Dr. Fernando Campelo, através do estabelecimento de
metas, instrumentos e procedimentos necessários ao alcance de um objetivo
comum: a formação de sujeitos humanos.
Temos convicção de que a
formação desses sujeitos será mais competente se esse objetivo e as ações
necessárias para seu alcance forem compartilhados por todos que constituem o
contexto educativo. Nesse sentido, o presente projeto foi construído de forma
cooperativa, com a participação dos professores e de todos os representantes da
comunidade escolar. Ele sintetiza os interesses, os desejos, propostas dos
educadores considerando a articulação entre os seguintes aspectos: a escola que
se deseja, as necessidades e expectativas da comunidade escolar, as
necessidades que precisam ser atendidas e as formas de acompanhamento das
ações.
Não se trata de um instrumento estático, mas de um projeto que será
avaliado ao longo de cada ano letivo que compreende o biênio planejado para se
verificar se as ações estão correspondendo ao que foi previsto, se as metas
precisam ser alteradas em função de fatos inesperados, de forma a corrigir possíveis
desvios, tomar novas decisões e replanejar o rumo do trabalho.
III. HISTÓRICO DA ESCOLA
A Escola Dr. Fernando Campelo foi fundada em 28/04/1967 no governo do Dr.
Nilo de Souza Coelho, no qual tinha como Secretário de Educação o Prof. José
Antonio Barreto Guimarães. Na ocasião Profª. Valdeci Santana de Barros foi
nomeada pela Portaria nº 1718 - DO de 02/09/1967 como responsável pelo
expediente do referido grupo constituído por um corpo docente formado pelas
professoras: Lindinalva Gomes da Silva, Mercia Cardoso de Freitas, Lindalva
Gomes da Silva, Maria Valderez Neri de Santana, Josefa Germana Gomes de
Albuquerque, Genessy Gonçalves Almeida e Maria dos Prazeres Mesquita Gomes; e
cento e setenta (170) alunos do curso primário, distribuído em dois (02)
turnos.
O nome Dr. Fernando Campelo representa uma homenagem prestada a Dr.
Fernando Campelo, médico formado pela Faculdade de medicina da Universidade do
Recife em 1926, que se destacou na profissão quando se especializou em doenças
nervosas e mentais na mesma cidade e exerceu por muitos anos, a profissão de
médico na cidade de Escada[5].
A Escola Dr. Fernando Campelo é pública de jurisdição Estadual em
Pernambuco, sob Inscrição de n.º 255-001, situada na Rua Sete de Setembro, nº
104, Riacho do Navio – Escada – PE e tem funcionamento em três (03) turnos:
manhã (7h30min às 12h), tarde (13h às 17h20min) e noite (18h40min às 22h) de
segunda a sexta-feira, cumprindo os 200 dias letivos como estabelece a
legislação educacional vigente.
A cidade de Escada
é situada geograficamente na região da Mata Sul de Pernambuco com uma área de 348,8 km², tem uma participação no território do Estado de
0,35 %. Fica a 63 km da
capital pernambucada – Recife, ao Norte: Cabo de Sto Agostinho e Vitória
de Santo Antão, Sul: Sirinhaém e Ribeirão, ao Leste: Ipojuca e ao
Oeste: Primavera[6].
Escada tem
uma população de 63.517 habitantes e 21.050 domicílios[7].
Entre 184 municípios de Pernambuco, Escada é, atualmente, o 23º PIB estadual,
constituindo-se na maior arrecadação e um dos melhores IDHs da região mata-sul
do estado. Destacam-se na geração deste PIB a indústria de transformação, a agropecuária
e comércio e serviços, nesta ordem. O setor industrial como a principal
atividade econômica de Escada, representando quase 37% do PIB municipal, com
destaque para o álcool da cana-de-açúcar e metal (inox), seguido, pelos setores
de agropecuária e serviços[8].
O município tem
cadastrado 13 indústrias em funcionamento, entre elas uma indústria de grande porte do setor de tubos e
conexões. Com a inclusão do município no Território Estratégico de SUAPE,
a melhoria da infraestrutura do Distrito Agroindustrial e uma logística
privilegiada, estima-se que nos próximos cinco anos, pelo menos 10 novas
indústrias deverão se instalar na cidade[9].
Além da rica
história e da beleza arquitetônica dos velhos engenhos, Escada
tem atrativos naturais como quedas d`agua, nascentes de riachos, bicas,
corredeiras e alguns resquícios da Mata
Atlântica brasileira. Isso sem contar com o artesanato
local, a culinária típica e o movimentado calendário de festas populares da
cidade que inclui as festas juninas e a tradicional Cavalgada em abril. A cidade também
conta com uma importante festa religiosa no mês de novembro. A festa da
padroeira da cidade engloba muitos fiéis reunidos da igreja Matriz, no centro
da cidade, além da periódica chegada de parques de diversões ambulantes nessa
época. Dessa maneira, o período que segue as comemorações religiosas da cidade
vem acompanhado de grandes multidões todas as noites no centro do comércio. É a
própia população (na sua maioria católica) que se aglomera em diversões[10].
Atualmente a Escola Dr. Fernando Campelo atende alunos do 6º ao 9º ano da
Educação Fundamental, e III e IV fases da Educação de Jovens e Adultos, com
perspectiva do Ensino Médio. A frente da administração encontra-se a professora
Maria Marta Lima de Sousa, nomeada sob a Portaria n.º 1464 – DO de 07/03/12,
que conjuntamente com a professora Alda Gercina de Oliveira (adjunta), a
professora Maria das Graças Rocha e Silva (secretária) e as professoras Nilbe
Maria Moreira de Oliveira e Vilma Lucia Pereira Silva da Cruz (educadoras de
apoio) constituem a equipe gestora.
Desse modo, a referida escola é composta por um quadro funcional
constituído por profissionais com formação específica nas áreas que atuam,
estão distribuídos da seguinte forma: dezoito (18) professores em regência,
sendo nove (9) efetivos, dois (02) estagiários e sete (07) com contrato
temporário. Nove (09) professores não regentes com funções distintas:
gestor escolar, diretor adjunto, secretário, educador de apoio e professores
readaptados, além de um (01) técnico em gestão educacional. No que concerne ao
serviço de apoio administrativo dispomos de três (03) assistentes
administrativo-educacional, três (03) auxiliares administrativo-educacional,
sendo um (01) efetivo e dois (02) serviços terceirizados, e ainda duas
merendeiras e dois (2) porteiros ambos terceirizados, conforme sistematizado
nos quadros 1, 2 e 3 a seguir:
Nome Completo
|
Vinculação
|
Área
|
Especialização
|
1. Adriana Lins da Silva
|
Efetiva
|
Letras
|
Lingüística
Aplicada ao Ensino da Língua Inglesa
|
2. Ana Lúcia de Lima Pereira
|
Efetiva
|
Letras
|
Língua Portuguesa e
suas novas Tecnologias.
|
3. Ana Paula Rodrigues Figueroa
|
Efetiva
|
Educação Física
|
Educação Física
escolar
|
4. Conceição Maria Lira Carneiro
|
Contrato temporário
|
Ciências Biológicas
|
Análises Clínicas
|
5. Cristiano Antonio dos Santos
|
Efetivo
|
Ciências Biológicas
|
Ensino da Biologia
|
6. Denílson Efrain Freitas da Silva
|
Estagiário
|
Matemática
(estudante)
|
-
|
7. Edinício Francisco da Cruz
|
Efetivo
|
Estudos Sociais com
Habilitação em História
|
História das Artes
e das Religiões
|
8. Erica Anne Carvalho de Souza Silva
|
Contrato temporário
|
Letras
|
Linguística
Aplicada ao Ensino da Língua Inglesa
|
9. José Roberto da Silva
|
Contrato temporário
|
História
|
Ensino da Historia
do Brasil
|
10.Joselma de Sena Estevão
|
Efetiva
|
Estudos Sociais com
Habilitação em Geografia
|
-
|
11.Leandra Maria Silva dos Santos
|
Contrato temporário
|
Matemática
|
Ensino da
Matemática
|
12.Mario José Gomes de Souza
|
Efetivo
|
Matemática
|
Ensino da
Matemática
|
13.Pauliana de Oliveira Albuquerque
|
Estagiária
|
Letras (estudante)
|
-
|
14.Sandra Maria de Barros
|
Efetiva
|
Estudos Sociais com
Habilitação em História
|
História do Brasil
|
15.Severino Henrique Silva Alexandre
|
Contrato temporário
|
Letras
|
Linguística
Aplicada ao Ensino da Língua Portuguesa e Espanhola
|
16.Sonia Maria de Oliveira
|
Efetiva
|
Matemática
|
Ensino da
Matemática
|
17.Tarciana Cisneiro Sousa da Silva
|
Contrato temporário
|
Letras
|
Linguística
Aplicada ao Ensino da Língua Portuguesa e Espanhola
|
18.Vanessa Thaís Bruno
|
Contrato temporário
|
Ciências Biológicas
|
Ciências Biológicas
|
Quadro 1: Distribuição de
Professores com docência
Nome Completo
|
Vinculação
|
Função
|
1. Alda Gercina de Oliveira
|
Efetiva
|
Diretora Adjunta
|
2. Ana Lucia Gomes Cavalcanti Neto
|
Efetiva
|
Professora Readaptada
|
3. Ana Lúcia Pereira da Rocha Ramos
|
Efetiva
|
Professora Readaptada
|
4. Anita Izabel Moura de Brito
|
Efetiva
|
Assistente Administrativo Educacional
|
5. Carmésia de Freitas Monteiro
|
Efetiva
|
Professora Readaptada
|
6. Flavia Maria da Silva
|
Terceirizada
|
Auxiliar de Higiene
|
7. Ivete Cavalcanti Silva
|
Terceirizada
|
Merendeira
|
8. Joana Martins de Souza
|
Efetiva
|
Professora Readaptada
|
9. José Charlyanno Gwltenry de Oliveira
|
Terceirizada
|
Porteiro
|
10. Lucilandia Maria Freitas de Barros
|
Terceirizada
|
Merendeira
|
11. Maria da Gloria de Barros Maciel
|
Efetiva
|
Assistente Administrativo Educacional
|
12. Maria das Graças da Rocha Silva
|
Efetiva
|
Secretaria
|
13. Marco Paulo Sousa
|
Terceirizado
|
Porteiro
|
14. Maria José dos Anjos Silva
|
Efetiva
|
Professora Readaptada
|
15. Maria Marta Lima de Sousa
|
Efetiva
|
Gestora
|
16. Mario Lopes de Amorim
|
Efetivo
|
Auxiliar Administrativo Educacional
|
17. Nilbe Maria Moreira de Oliveira
|
Efetiva
|
Educadora de Apoio
|
18. Rozangela Maria da Silva
|
Efetiva
|
Técnica em Gestão Educacional
|
19. Solange Maria Cavalcanti Oliveira
|
Efetiva
|
Assistente Administrativo Educacional
|
20. Thaís Fernanda da Silva
|
Terceirizada
|
Auxiliar de Higiene
|
21. Vilma Lúcia Pereira Silva Cruz
|
Efetiva
|
Educadora de Apoio
|
Quadro 2:
Distribuição de Funcionários, Professor com função técnico pedagógica e gestão.
Os recursos financeiros recebidos pela escola são oriundos da Secretaria
de Educação Estadual para material de consumo, serviços e manutenção, e da
União, destinados à merenda escolar, manutenção, consumo e bens de capital.
A escola Dr. Fernando Campelo se apresenta com uma estrutura física
composta pelos seguintes espaços: seis (06) salas de aulas arejadas e com boa
iluminação, uma (01) secretaria, uma (01) cozinha adequada ao trabalho, quatro
(04) banheiros masculinos, sendo um adaptado para deficientes físicos, quatro
(04) banheiros femininos, sendo um adaptado para deficientes físicos, 02 (dois)
banheiros para funcionários, sendo um masculino e outro feminino, todos em
excelentes condições de uso. Além disso, um (01) laboratório de informática,
uma (01) sala de leitura com acervo diversificado, uma (01) quadra poli -
esportiva, uma (01) área para estacionamento, um (01) salão coberto para
atividades de recreação, uma (1) área de circulação descoberta, uma (01)
despensa para estoque atendendo padrões exigidos para estoque, um (01)
almoxarifado, além de amplas áreas de circulação arborizada. A seguir,
apresentamos no quadro 3 uma sistematização dos dados referente a estrutura
física.
Ambientes
|
Quantidade
(unidade)
|
Salas de Aula
|
06
|
Secretaria Escolar
|
01
|
Dispensa para Merenda
|
01
|
Cozinha
|
01
|
Banheiros com chuveiro
|
02
|
Sanitários Masculino e Feminino
|
10
|
Laboratório de informática
|
01
|
Sala de leitura
|
01
|
Quadra poli - esportiva
|
01
|
Área para estacionamento
|
01
|
Área de circulação descoberta
|
01
|
Salão coberto para recreação
|
01
|
Despensa
|
01
|
Almoxarifado
|
01
|
Quadro 3:
Distribuição dos espaços físicos
Nestes quarenta e cinco anos de história, a Escola Dr. Fernando Campelo,
ao longo dessa trajetória, se consolidou como um espaço educativo diferenciado,
uma vez que tem cumprido a tarefa de promover a apropriação de saberes,
procedimentos, atitudes e valores por parte dos alunos, de forma participativa
e, sobretudo, ética.
IV.
VISÃO
a)
DE SOCIEDADE-CULTURA
Concordamos
com Mizukami (1986)[11],
que o homem cria a cultura na medida em que, integrando-se nas condições de seu
contexto de vida, reflete sobre ela e dá respostas aos desafios que encontra
(p. 87). Para Freire (1974), apud Mizukami, a cultura é entendida como
“todo o resultado da atividade humana, do esforço criador e recriador do homem,
de seu trabalho por transformar e estabelecer relações dialogais como outros
homens” (p.87).
Desse modo, a Escola Dr. Fernando
Campelo concorda que a cultura constitui a aquisição sistemática da experiência
humana crítica e criadora, a qual precede, e não simplesmente armazenadora de
informações. A escola constitui-se também numa cadeia de épocas caracterizada
por valores, aspirações, necessidades e motivos que, ao não responder as
necessidades reais, torna-se superada.
b) DE EDUCAÇÃO
Toda ação educativa deve preceder de
uma reflexão sobre o homem e de uma análise do meio de vida desse homem
concreto, a quem se quer ajudar para que se eduque (MIZUKAMI, 1986).
Desse modo, a Escola Dr. Fernando
Campelo compreende a educação como meio possibilitador de aquisição, de forma
crítica e participativa, da cultura historicamente construída. A educação,
nesses moldes, constitui-se, portanto na possibilidade de participação ativa da
história, da sociedade, bem como da transformação da realidade. Isso pressupõe
um processo educacional que contribua para uma forma crítica de pensar.
Uma prática educativa que atenda a
tal concepção não pode ser treinadora, nem tampouco direcionada à adaptação
pelos sujeitos a uma realidade imutável, mas ao contrário, deve contribuir para
o questionamento desta.
c) DE ESCOLA
A escola deve ser um local onde seja
possível o crescimento mútuo, do professor e dos alunos, no processo de
conscientização. Apesar de fazer parte de um subsistema do sistema maior que é
a sociedade, enquanto espaço social está permanentemente se constituindo.
Desse modo, a Escola Dr. Fernando
Campelo, compreende a escola como um espaço privilegiado de ensino e
aprendizagem, de produção e socialização de saberes, que auxilia na formação da
competência acadêmica humana e na transformação da sociedade. Para isso deve
ser democrática, acolhedora e significativa para o aluno. Deve ser referência
na gestão democrática e reconhecida mediante um processo educativo, dinâmico e
de qualidade que garanta a permanência do aluno.
V. MISSÃO
A
Escola Dr. Fernando Campelo tem como missão desenvolver uma educação de
qualidade capaz de proporcionar uma base educativa eficiente para o
desenvolvimento de potencialidades que permitam aos estudantes uma partipação ativa
na transformação da sociedade.
VI. VALORES
Uma dos pontos altos da Lei de Diretrizes
e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9.394/96)[12]
é o reconhecimento da importância dos valores na educação
escolar. De acordo com a Lei a educação em valores dá sentido e é o
fim da educação escolar. Essa importância é fortemente expressada quando, ao
dispor sobre os princípios e fins da Educação Nacional, a LDB, estabelece no
seu Art. 2º que a educação, dever da família, tem por finalidade o pleno
desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania
[...], e que deve ser inspirada nos
princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade .
Ainda no seu artigo 3º, a LDB
elenca, entre os princípios de ensino, vinculados diretamente à educação em
valores, a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o
pensamento, a arte e o saber (inciso II), pluralismo de idéias e de concepções
pedagógicas; (inciso III); IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância
(inciso IV).
Diante do exposto, mais do que
conhecimentos, competências, e habilidades faz-se necessário que os valores
sejam incorporados no cotidiano das práticas pedagógicas que permeiam o
universo educativo. É a partir dessa reflexão que a Escola Dr. Fernando Campelo
prioriza um fazer educativo baseado nos princípios da liberdade, solidariedade,
justiça social, honestidade, ética e transparência de modo a contribuir para um
sujeito mais humano.
A Escola Dr. Fernando Campelo está localizada na área periférica da
cidade de Escada, considerada de difícil acesso, onde a maioria dos alunos
atendidos é de família economicamente e culturalmente de classe baixa, sem
escolaridade ou com baixo nível de formação escolar, vivem do trabalho
informal. Os alunos são, em sua maioria,
de famílias de pais separados, criados com avós, tios/tias e outros parentes,
em moradias de invasões e convivem em meio à violência urbana oriunda do êxodo
rural.
Parte dos alunos que apresentavam grandes dificuldades de aprendizagem em
meados de 2009, após um trabalho em conjunto e intensivo, resultado de uma
parceria entre os educadores e familiares, desenvolveu um índice significativo
de aprendizagem, chegando a elevar a meta do IDEPE da escola de 3.40 em 2008,
para 4.31 em 2009.
No ano de 2011, a
Escola Dr. Fernando Campelo contava com um total de 406 (quatrocentos seis)
matriculados. Atualmente, em 2012, conta
com uma matrícula efetiva de 492[13]
(quatrocentos e noventa e dois) alunos, sendo 390 (trezentos e noventa) do 6º
ao 9º ano , funcionando nos turnos da manhã e tarde, 20 (vinte) no Projeto
Travessia, funcionando no turno da tarde e 82 (oitenta e dois) na educação de
Jovens e Adultos no turno noturno. Esses dados são melhor sistematizados nos
quadros 4 e 5 a seguir.
Modalidade de
Ensino
|
Turma
|
Manhã
|
Tarde
|
Noite
|
Número de
Turma
|
Matrículas
Efetivas
|
||
6º Ano
|
A
|
X
|
-
|
-
|
01
|
42
|
||
B
|
-
|
X
|
-
|
01
|
38
|
|||
7º Ano
|
A
|
x
|
-
|
-
|
02
|
32
|
||
B
|
X
|
-
|
-
|
29
|
||||
C
|
-
|
X
|
-
|
01
|
22
|
|||
8º Ano
|
A
|
x
|
-
|
-
|
01
|
33
|
||
B
|
-
|
x
|
-
|
02
|
24
|
|||
C
|
X
|
24
|
||||||
9º Ano
|
A
|
X
|
-
|
-
|
01
|
38
|
||
B
|
X
|
-
|
01
|
32
|
||||
Total 1
|
10
|
06
|
04
|
-
|
10
|
314
|
||
Educação de Jovens e Adultos
|
||||||||
5ª / 6ª
|
Única
|
-
|
-
|
x
|
01
|
26
|
||
7ª / 8ª
|
Única
|
-
|
-
|
x
|
01
|
27
|
||
Travessia Fundamental
|
||||||||
5ª / 6ª
|
Única
|
-
|
x
|
-
|
01
|
19
|
||
7ª /8ª
|
Única
|
-
|
-
|
X
|
01
|
20
|
||
Total 2
|
05
|
-
|
-
|
05
|
05
|
92
|
||
Total 1+ 2
|
406
|
|||||||
Quadro 4: Distribuição
de alunos matriculados por série/turno do ano de 2011.
Modalidade de
Ensino
|
Turma
|
Manhã
|
Tarde
|
Noite
|
Número de
Turma
|
Matrículas
Efetivas
|
||
Ensino Fundamental
|
||||||||
6º Ano
|
A
|
X
|
-
|
-
|
02
|
38
|
||
B
|
X
|
-
|
-
|
43
|
||||
C
|
-
|
X
|
-
|
01
|
40
|
|||
7º Ano
|
A
|
x
|
-
|
-
|
02
|
30
|
||
B
|
X
|
-
|
-
|
31
|
||||
C
|
-
|
X
|
-
|
01
|
33
|
|||
8º Ano
|
A
|
x
|
-
|
-
|
01
|
45
|
||
B
|
-
|
x
|
-
|
01
|
45
|
|||
9º Ano
|
A
|
X
|
-
|
-
|
01
|
41
|
||
B
|
-
|
X
|
01
|
44
|
||||
Total 1
|
10
|
06
|
04
|
-
|
10
|
390
|
||
Educação de Jovens e Adultos
|
||||||||
5ª /6ª
|
Única
|
-
|
-
|
x
|
01
|
43
|
||
7ª /8ª
|
Única
|
-
|
-
|
x
|
01
|
39
|
||
Travessia Fundamental
|
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7ª /8ª
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Única
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-
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x
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01
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20
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03
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102
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Total 1+ 2
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492
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Quadro 5:
Distribuição de alunos matriculados por série/turno do ano de 2012
A Escola Dr. Fernando Campelo desenvolve um trabalho baseado nos
princípios de gestão democrática, tendo oficialmente constituído o Conselho
Escolar, o Conselho de Classe e a Unidade Executora, denominada Conselho
Escolar Professora Maria das Dores Silva de Abreu. Através desta, juntamente
com a comunidade escolar, recebe e decide a aplicação dos recursos públicos.
Bimestralmente são desenvolvidos encontros de pais e mestres com
palestras educativas sobre temáticas de interesse da família, tais como
afetividade, adolescência, importância do diálogo, sexualidade, entre outros,
com o intuito de fortalecer a relação entre pais e filhos, e assim minimizar os
conflitos de relação tão comuns nos tempos atuais.
Buscando aprimorar a qualidade das intervenções pedagógicas e contribuir
para o crescimento intelectual dos estudantes, as seguintes atividades de cunho
didático pedagógico são realizadas: plantão pedagógico, acompanhamento
pedagógico pelos educadores de apoio, fórum de resultados dos projetos
vivenciados durante o ano letivo com incentivo e premiação dos melhores
aproveitamentos no processo ensino-aprendizagem, além de projetos
didáticos/pedagógicos, feira de conhecimentos, excursões pedagógicas, entre
outros.
Plantão
Pedagógico: trata-se de um espaço destinado ao diálogo, esclarecimento e
troca de idéias entre professoras e pais/mães, sobre o desenvolvimento dos
estudantes, para que entendam melhor o seu processo de aprendizagem. Na Escola Dr. Fernando Campelo esse espaço de
diálogo é proporcionado quatro vezes ao ano, o que corresponde a uma vez em
cada bimestre letivo. Nessa escola, o plantão pedagógico tem por objetivo
aprimorar a aprendizagem, orientar e acompanhar o desenvolvimento pedagógico
dos alunos a partir da socialização junto às famílias e responsáveis pelos
estudantes dos resultados e registros das notas por disciplinas em conjunto com
os resultados do sistema integrado do Governo do Estado de Pernambuco, o SIEPE.
Nesses espaços, os pais são orientados quanto as questões de relacionamento,
acompanhamento dos estudos e visita a escola, integração escola família,
atitudes dos pais e/ou responsáveis que contribuem para a aprendizagem dos
estudantes, dificuldades apresentadas pelos mesmos, seja no âmbito do ensino ou
da relação com o outro (relação interpessoal) e encaminhamentos para
acompanhamentos especiais e específicos (no âmbito da saúde física, mental ou
social). Nessa ocasião os professores, por área específica, abordam os
resultados individuais de cada aluno junto aos pais, além do compromisso e responsabilidade
demonstrados pelos mesmos no cotidiano do espaço escolar.
O acompanhamento pedagógico:
Trata-se de uma atividade desenvolvida em parceria entre as educadoras de apoio
e os professores das diversas áreas. Acontece no cotidiano da escola, a partir
de encontros individuais com os professores e dos conselhos de classe.
Projetos didático-pedagógicos: Tratam-se
dos projetos disciplinares, multidisciplinares ou interdisciplinares
desenvolvidos com o fim específico de proporcionar um melhor espaço de aproveitamento
do conteúdo específico pelos estudantes e/ou possibilitar a formação valores,
procedimentos e atitudes investigativas que lhes ajudem a tomar decisões com
autonomia, criatividade, responsabilidade e ética. Entre os projetos
desenvolvidos destacam-se:
a) PROJETO
CULTURA NORDESTINA
Objetivo Geral: Conhecer e estudar a cultura do nordeste
brasileiro e sua influência na história e cultura socioeconômica de Pernambuco
e da Região e sua contribuição para o desenvolvimento do povo brasileiro.
Vivenciado no período do Folclore Brasileiro.
d) NATAL SOLIDÁRIO
Objetivo Geral: Vivenciar a
solidariedade e confraternização natalina, adotando famílias da comunidade e
/ou abrigos, doando alimentos, roupas, realizando troca de presentes e
vivenciando reflexão sobre o sentido de nascer novamente através das
necessidades do irmão e do sentido do nascimento de Jesus.
e) PROJETO O BRASIL E NÓS.
Objetivo Geral: Estudar a
história e a cultura afrodescendência no Brasil e no mundo correlacionando com
nossas histórias locais e no âmbito do contexto social em que vivemos.
f) PROJETO DE LEITURA – Ler e Escrever por
prazer.
Objetivo Geral: Garantir a
formação de alunos leitores e escritores de textos convencionais ou não
convencionais, transformando a sala de aula num espaço prazeroso.
g) DROGAS TÔ FORA
Objetivo Geral: Desenvolver
nos educandos e comunidade em geral, senso crítico e reflexivo sobre efeitos e
causas do uso de drogas lícitas e ilícitas através de atividades lúdicas,
palestras, documentários, dramatizações.
h) DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA - Os Tempos
Humanos e as Garantias dos Direitos
Objetivo Geral: Promover o
debate sobre a humanização, observando a importância de sensibilização para o bem estar físico,
emocional e social do ser humano a partir de reflexões sobre ética no convívio
social, respeito às diferenças, bem como os direitos e os deveres
constitucionais para o aprimoramento da qualidade de vida do indivíduo e do
coletivo.
i)
PROJETOS
PARA SEREM DESENVOLVIDOS COM O ENSINO MÉDIO E EJAI, FASE IV:
Feira das Profissões: conhecendo o mundo de trabalho; Jornada Pedagógica:
Alcançando o Ensino Superior consolidando a continuidade da formação básica de
qualidade; Viajando com a Leitura: os desafios de conhecer o mundo através da
leitura; Oficina: Da Literarte do Sorriso à Representação Teatral.
j)
OUTROS:
Paradidáticos em ação: li, gostei e indico; Sexualidade: Respeite o Sexo;
Black Conscience: We are in Africa! (A Consciência Negra: a África esta em
nós!); Jogos Educativos: uma experiência que promove competitividade e
integração recreativa; Dia da Família na Escola; O Carnaval do Brasil; Páscoa
na Escola; Luiz Gonzaga para sempre Rei.
Além dos projetos didáticos/pedagógicos, atividades relativas as data
comemorativas e outras referentes a concursos e projetos de âmbito municipal,
estadual e nacional, conforme sistematizado no quadro 6 e 7 respectivamente:
Data
comemorativa
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Período
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Festa Carnavalesca
|
Fevereiro
ou Março
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Páscoa
|
Março
ou Abril
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Comemoração do Dia das Mães
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Maio
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Emancipação Política da Cidade de Escada
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Maio
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Festas Juninas
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Junho
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Dia do Meio Ambiente
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Junho
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Dia dos Pais
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Agosto
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Dia do Estudante
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Agosto
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Dia da Independência do Brasil
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Setembro
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Dia do Professor e Funcionário Publico
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Outubro
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Natal
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Dezembro
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Quadro 6: Datas comemorativas
Concursos
e Projetos
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Período/nível
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Olimpíadas de Matemática
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Nacional
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Concurso de Redação
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Estadual
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II Ecovida – Escada
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Junho/Municipal
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Concurso de Poesia da FAESC curso de Letras
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Mai./Jun./Municipal
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Projeto Ensino Responsável organizado pela FAESC núcleo de extensão de
responsabilidade socioambiental
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Setembro/Municipal
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Desfile Público do dia 07 de setembro – Independência do Brasil, 24 de
maio – Emancipação Política de Escada e outros culturais.
|
Setembro/Municipal
|
Quadro 7: Concursos e Projetos Municipal, Estadual e Nacional.
No intuito de fortalecer o trabalho em conjunto, o planejamento por área
especifica é elaborado com os educadores de apoio e professores de forma
coletiva e socializada, partindo das necessidades identificadas no processo de
avaliação da aprendizagem e pelas normas e diretrizes da Secretaria de Educação
do Estado de Pernambuco através de regulamentos e diretrizes curriculares.
De acordo com Silva[14]
(2004) “a avaliação é concebida como processo/instrumento de coleta de
informações, sistematização e interpretação das informações, julgamento de
valor do objeto avaliado através das informações tratadas e decifradas e, por
fim, tomada de decisão” (p 12-13).
Nesse cenário, a avaliação da aprendizagem tem o objetivo
de acompanhar o desenvolvimento dos estudantes no sentido de identificar as
necessidades de intervenção que possam garantir um melhor aproveitamento
escolar por parte dos estudantes. Portanto, na Escola Dr. Fernando Campelo a
avaliação da aprendizagem é norteada pelas diretrizes e normatização da
Secretaria de Educação (ver anexo). Acontece alinhada com o processo
ensino aprendizagem em caráter cumulativo, sistêmico e bimestralmente com
registro de notas que vão de zero (0) a dez (10) com recuperação paralela e
bimestral.
Na escola é desenvolvido um
trabalho com compromisso dos gestores, técnicos, professores, assistentes e
auxiliares, muitos desafios assumidos com a intenção de possibilitar o
crescimento intelectual, mas acima de tudo humano. Desse modo, na escola,
buscamos gerir todos os conflitos socais na busca permanente de vivenciar a
cultura de paz, mas acima de tudo deixar que valores como a Ética, o Relacionamento Humano, o Respeito à
Diversidade, o Pluralismo de Ideias, a Inovação, a Criticidade e Criatividade,
a Solidariedade e a Dignidade e Justiça Social, façam parte da formação
dos nossos estudantes, e que essa prática seja ferramenta de valorização
profissional e pessoal de todos que fazem a escola para que não desistam jamais
de acreditar na educação como oportunidade de conquistar e construir um mundo
mais justo, igualitário e de oportunidades.
IX. OBJETIVO GERAL
Contribuir com a formação de sujeitos participativos, críticos e éticos,
dotados de competências que lhes possibilitem atuar com consciência,
honestidade, justiça e ética no meio em que vivem e transformar a realidade em
prol da garantia de uma cidadania plena para si e para a coletividade.
X.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
§
Propiciar um ambiente escolar acolhedor com o
propósito de favorecer condições mais adequadas para o processo de aprendizagem
dos estudantes;
§
Desenvolver um trabalho pedagógico
interdisciplinar dando ênfase aos temas transversais;
§
Acompanhar sistematicamente os resultados e
registros do processo ensino aprendizagem e frequência do corpo discente no
sentido de fazer as devidas intervenções pedagógicas, bem como redirecionar
ações de forma a garantir espaços de construção de saberes;
§
Desenvolver uma prática educativa fundamentada
na pedagogia de projetos;
§
Intensificar a prática do plantão pedagógico
como programa de valorização dos resultados e redirecionamento do planejamento
escolar e dos planos de ensino;
§
Articular parcerias junto a comunidade e
organizações governamentais e não governamentais para o desenvolvimento de
projetos de âmbito social;
§
Participar e promover eventos educativos no
âmbito da rede escolar local e estadual;
§
Proporcionar a todos os membros da comunidade
escolar meios de participação efetiva no processo educacional;
§
Incentivar a participação de corpo docente em
programas de formação continuada promovido pela rede estadual de ensino, oficialmente
pela Secretaria de Educação e/ou escola;
§
Proporcionar espaços de formação continuada para
corpo docente em serviço;
§
Estimular a participação voluntária dos pais em
prol do aprimoramento das ações educativas, visando fortalecer a relação
escola-família;
XI. METAS E MEDIDAS OPERACIONAIS
- Garantir o cumprimento dos 200 dias letivos de
aulas e 800 horas/aulas com regência na escola seja através de aulas
regulares ou de projetos didáticos pedagógicos, excursão didática e outras
atividades planejadas pela escola, cumprindo a legislação vigente.
- Acompanhar e replanejar o calendário escolar para
garantir o cumprimento de 97% da freqüência do professor nas
atividades escolares, seja na regência, nos projetos didáticos ou nos
eventos e datas comemorativas.
- Acompanhar e promover ações que resultem no
comprometimento da família, apoio do Conselho Tutelar e dos professores
para garantir 98% de freqüência dos alunos nas aulas, como também
nos eventos, datas comemorativas e projetos didáticos organizados pela
escola.
- Reunir as famílias, alunos e professores para
discutirem e elaborarem procedimentos de convivência focados na melhoria
do processo ensino aprendizagem e na qualidade da educação com vistas a ampliar
de 98.1% (percentual de aprovação em 2011) para 98.5% a aprovação
do 6° ao 9° ano para o ano de 2013 e a cada ano ampliar em 0.5%
consecutivamente.
- Alcançar no mínimo, 90% da presença dos pais
em reuniões promovidas pela escola.
- Elevar para 4.3% o IDEB – Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica da escola até o final do ano letivo de
2013 e a cada ano ampliar em 0,3% consecutivamente.
- Garantir a participação
de no mínimo 90% dos alunos de conhecimentos específicos e
institucional a nível estadual e nacional.
- Implantar o
Ensino Médio em 2013.
- Estimular a participação da equipe gestora,
professores e funcionários nos programas de formação continuada da rede
estadual de ensino e ampliar para 5%
dos profissionais anualmente a participação em outros eventos educativos
(seminários, congressos, feiras, jornadas pedagógicas e outros) e pelo
menos 01 (um) profissional ingressar a cada dois anos em um programa de
pós-graduação e a nível de especialização, mestrado ou doutorado.
- Promover anualmente um evento educativo que trate
das questões voltadas apara humanização, cidadania e justiça social
envolvendo a escola coletivamente e a sociedade local.
- Construir, em bloco separado da cozinha, os
sanitários e banheiros para professores e alunos.
- Reformar a cozinha adaptando-a aos padrões exigidos
pela Secretaria de Educação de Pernambuco.
- Ampliar a estrutura física (espaço) da sala de
leitura.
- Ampliar o acervo da sala de leitura, e manter um
programa de atualização permanente do acervo.
- Fazer manutenção da quadra poli-esportiva, com
troca do piso e colocação de alambrado.
Escada-PE, Março /2012
ANEXO I
Instrução Normativa de Avaliação da Aprendizagem
INSTRUÇÃO
NORMATIVA Nº 04/2008
Ementa: Dispõe sobre as diretrizes e procedimentos para
implantação do Sistema de Avaliação das Aprendizagens nas Escolas da Rede
Estadual de Ensino a partir do ano letivo de 2008.
A Secretaria Executiva de Desenvolvimento da Educação e a
Gerência de Normatização do Ensino, com base no Decreto nº. 30.362 de 17 de
abril de 2007, DOE de 18 de abril de 2007, na Lei Federal nº. 9.394 de 20 de
dezembro de 1996, DOU de 20 de dezembro de 1996, na Lei nº. 10.172 de 09 de
janeiro de 2001, que dispõe sobre o PNE, Lei nº. 11.114/2005, Lei nº.
11.274/2006 que altera os artigos 2º, 3º, 32 e 87 da LDB, Parecer CNE/CEB nº.
04/1998, Resolução CNE/CEB nº. 02/98, Parecer CNE/CEB nº. 06/2005, Resolução
CNE/CEB nº. 03/2005, Parecer CNE/CEB nº. 18/2005, Resolução CEE/PE nº. 03/2006,
Lei Estadual nº. 12.252/2002, que dispõe sobre o PEE, Lei nº. 12.286/2002 que altera
o PEE, Resolução CEE/PE nº.02/2007, Parecer CNE/CEB nº. 15/98, Resolução
CNE/CEB nº. 03/98, Decreto CNE/CEB nº. 5.154/2004, Parecer CNE/CEB nº. 39/2004,
Parecer CNE/CEB nº. 01/99, Resolução CNE/CEB nº. 02/1999, Parecer CNE/CEB nº.
11/2000, Resolução CNE/CEB nº. 01/2000, Resolução CEE/PE nº. 02/2004.
Considerando que a Secretaria de Educação de Pernambuco define como princípio
norteador do conjunto das políticas educacionais a educação para a cidadania e
destaca como prioridade a universalização da educação básica com permanência
do(a) estudante, ampliação e qualidade da educação escolar;
Considerando que a concepção de avaliação do processo de
aprendizagem explicitada na lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional‐LDBEN
nº 9394/1996 define a avaliação como parte integrante e estruturante do
processo de aprendizagens e da ação pedagógica que possibilita o acompanhamento
da construção de conhecimento e de desenvolvimento sócio‐cognitivo
do(a) estudante;
Considerando que a avaliação do processo de aprendizagens
caracteriza‐se pela predominância dos procedimentos qualitativos
sobre os quantitativos, dos processos sobre os produtos, a ser implementada
como dinâmica de natureza cumulativa, contínua, sistemática, extensiva e
flexível, superando a visão classificatória e terminal;
Considerando que os dados da avaliação devem ser
indicadores para a reflexão do (a) professor (a) sobre sua ação e da prática
pedagógica da escola no sentido de redirecionar o ensino com o objetivo de
atender as necessidades do (a) estudante na perspectiva de ampliar e consolidar
aprendizagens;
Considerando que a concepção de avaliação da forma como
prevista nesta Instrução, requer que a escola seja compreendida enquanto espaço
de aprendizagens múltiplas em função da construção da identidade cidadã dos
seus sujeitos;
Considerando que se torna imprescindível o envolvimento
do(a) estudante, pais e educadores da escola nos processos de ensino e de
aprendizagens e seus resultados;
RESOLVE:
Art.1º‐ As Escolas da Rede Estadual de
Ensino de Pernambuco implantarão, a partir do ano letivo de 2008, as
disposições previstas nesta Instrução Normativa, referentes ao Sistema de
Avaliação do processo de construção de aprendizagens.
DAS
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS DA AVALIAÇÃO
Art.2º‐ O processo de avaliação das
aprendizagens do(a) estudante dar‐se‐á de
acordo com os níveis, ciclos/séries, anos, fases, modalidades e projetos de
ensino:
I‐ na Educação Infantil, a
avaliação do desenvolvimento da criança será realizada através do acompanhamento
sistemático e registro do seu desenvolvimento mediante a elaboração de
pareceres de aprendizagens sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao
Ensino Fundamental, de acordo com o disposto no Art. 31 da LDBEN nº. 9394/1996;
II‐ nos Ciclos/Anos Iniciais do
Ensino Fundamental, a avaliação das aprendizagens do(a) estudante será
realizada através de instrumentos diversificados e registrada sob a forma de
Parecer Descritivo da trajetória do estudante, de acordo com o disposto no Art.
4º, incisos de I a V da Instrução Normativa nº 01/2006 que orienta
procedimentos para reorganização do ensino em Ciclos no Sistema Educacional.
III‐ nos anos finais do Ensino
Fundamental (5ª à 8ª série/6º ao 9º ano), no Ensino Médio–Médio Integrado à
Educação Profissional, Normal Médio ‐ e nas modalidades da EJA, a
avaliação das aprendizagens do(a) estudante deverá ser realizada através de
instrumentos diversificados e as verificações de aprendizagens registradas sob
a forma de nota;
IV‐ nos projetos especiais da
Secretaria de Educação a avaliação das aprendizagens do(a) estudante e os
registros de verificação serão realizados de acordo com as orientações teórico‐metodológicas
da cada projeto.
Parágrafo único. É vedado submeter o(a) estudante a
um único instrumento de avaliação e de verificação de aprendizagens em cada
unidade didática bimestral.
Art.3º ‐ As aprendizagens que o
estudante deverá desenvolver na(s) série(s), ano(s), fase(s), módulo(s) do
Ensino Fundamental e Médio serão vivenciadas em situações didáticas planejadas
pelo(a) professor(a) e no Projeto Político Pedagógico, por unidades didáticas
bimestrais, considerando os conteúdos curriculares definidos pela Secretaria de
Educação.
Art.4º‐ Os critérios avaliativos devem
ser estabelecidos a partir dos conteúdos definidos pela Secretaria de Educação.
DO PROCESSO DE PROGRESSÃO DO/A ESTUDANTE
Art. 5º‐ O(a) estudante ao longo da sua
escolaridade poderá obter progressão plena ou parcial.
Art. 6º‐ A progressão plena dar‐se‐á
quando o(a) estudante atingir ao término do ano letivo ou após período de
recuperação final, nota igual ou superior a 6,0 (seis) em todos os componentes
curriculares da série/fase/ano/módulo e freqüência mínima de 75% do total das
horas letivas em cada componente curricular.
Art.7º‐ A progressão parcial, direito
do(a) estudante, dar‐se‐á quando o(a) mesmo(a) após
período de recuperação final, não obtiver aprovação em até dois componentes
curriculares da série/fase/ano/módulo cursados e será oferecida de acordo com
as condições de cada escola.
Art.8º‐ A progressão parcial será
admitida nos anos/fases/séries finais do Ensino Fundamental, nas 1ª e 2ª séries
do Ensino Médio, nas 1ª, 2ª e 3ª séries do Médio Integrado à Educação Profissional
e nas 1ª, 2ª e 3ª séries do Normal Médio.
§ 1º‐ No regime de progressão
parcial as novas oportunidades de aprendizagens deverão ser planejadas pelo (a)
professor(a), divulgadas em tempo hábil e oferecidas obrigatoriamente pela
Escola.
§ 2º‐ Poderá cursar a 1º
série/módulo do Ensino Médio, Médio Integrado à Educação Profissional e do
Normal Médio, apenas o(a) estudante aprovado(a) em todos os componentes
curriculares do Ensino Fundamental.
§ 3º‐ O(a) estudante, em regime de
progressão parcial, deverá obter em cada componente curricular a nota mínima
6,0 (seis) para aprovação.
§ 4º‐ Ao(a) estudante em regime de
progressão parcial serão oferecidas, no mínimo, 03 (três) oportunidades de
reensino e avaliação da aprendizagem, no ano letivo subseqüente.
Art. 9º‐ O(a) estudante reprovado em
até duas disciplinas na 8ªsérie/9º ano e na 4ª fase da EJA do Ensino
Fundamental ‐ e no Ensino Médio ‐ 3ª série, 4ª série do Médio
Integrado à Educação Profissional, 4ª série do Normal Médio e no 2º ano da EJA
Ensino Médio, tem direito a exame especial de progressão parcial a realizar‐se
no final do ano letivo, conferindo‐lhe, se aprovado(a) o
prosseguimento de estudos. Em caso de reprovação, após o exame final, o(a)
estudante repetirá a série.
Art.10 ‐ O(a) estudante que não obtiver
aprovação, ao repetir a série/fase/módulo/ano, não poderá ser reprovado no(s)
componente(s) curricular(es) em que já obteve aprovação no(s) ano(s) letivo(s)
anterior(es).
DOS PROCEDIMENTOS DE ATRIBUIÇÃO E REGISTRO DE NOTAS
Art. 11‐ O processo de atribuição e
registro de notas considera os seguintes critérios:
I ‐ o nível de aprendizagem do(a)
estudante deverá ser registrado pelo(a) professor(a) no diário de classe;
II ‐ a avaliação da aprendizagem
terá registro em forma de notas expressas na escala de 0 (zero) a 10,0 (dez
virgula zero);
III ‐ o registro de notas será
expresso mantendo até uma casa decimal, conforme a escala: 0,5; 1,0; 1,5; 2,0;
2,5; 3,0; 3,5; 4,0; 4,5; 5,0; 5,5; 6,0; 6,5; 7,0; 7,5;
8,0; 8,5; 9,0; 9,5 e 10,0.
Parágrafo único. O arredondamento de notas, quando
necessário, será por acréscimo e nunca por decréscimo de décimos.
Art. 12‐ Para aprovação do (a)
estudante ficará estabelecida a nota 6,0 (seis) por componente curricular, a
qual será calculada pela média aritmética das notas atribuídas pelo
professor(a) ao(a) estudante em cada unidade didática bimestral.
Art. 13‐ Em cada unidade didática
bimestral, a avaliação da aprendizagem compreenderá, no mínimo, duas atividades
avaliativas a saber:
I ‐ procedimentos avaliativos,
tais como: trabalho em grupo, apresentação de seminários, pesquisas, tarefas
realizadas em sala de aula, realização de projetos, planejados pelo (a)
professor(a), correspondendo à 1ª (primeira) nota;
II ‐ procedimento avaliativo que
represente a síntese dos conteúdos ensinados e realizado individualmente pelo
(a) estudante, no final de cada unidade didática bimestral, correspondendo à 2ª
(segunda) nota.
Art. 14‐ A média aritmética do bimestre
é o resultado obtido pelo(a) estudante ao longo de cada unidade didática
bimestral.
DA RECUPERAÇÃO DA APRENDIZAGEM
Art.15‐ A recuperação da aprendizagem,
direito do(a) estudante, será ofertada ao longo de cada unidade didática
bimestral, de forma paralela, e ao final do ano letivo.
§ 1º‐ Os estudos paralelos de
recuperação da aprendizagem deverão ocorrer durante as unidades didáticas/
bimestrais, através de situações didáticas, em atividades diversificadas,
garantindo ao estudante que não tenha demonstrado apropriação do(s)
conhecimento(s) novas oportunidades para aprendê‐lo(s).
§ 2º‐ (a) ou (o) estudante que, ao
final do ano letivo, não obtiver a média anual 6,0 (seis) será,
obrigatoriamente, ofertada pela escola uma oportunidade
final de recuperação da aprendizagem.
§ 3º‐ A recuperação final da
aprendizagem deverá contemplar os conteúdos definidos para a
série/fase/ano/módulo durante o ano letivo através de novas oportunidades de
ensino.
§ 4º‐ Caso a nota da recuperação
final seja menor do que a nota anual prevalecerá a maior nota para efeito de
registro escolar.
DA OPERACIONALIZAÇÃO DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE FORMA
SATISFATÓRIA
Art.16‐Para que a operacionalização do
sistema de avaliação se desenvolva de forma satisfatória, necessária se faz a
participação do(a):
I ‐ professor(a), no que se
refere:
a) ao preenchimento de todos os dados do diário de classe;
b) tornar acessíveis ao(a) estudante, seus pais ou
responsáveis os dados sobre as aprendizagens do(a) estudante;
c) participar do Conselho de Classe;
d) oportunizar estudos de recuperação da aprendizagem
ao(a) estudante durante o ano letivo;
e) zelar pela aprendizagem do(a) estudante;
II ‐ conselho de classe, no que se
refere à homologação dos resultados das aprendizagens obtidos pelo(a)
estudante, conforme registrado no diário de classe;
III ‐ secretaria da escola, no que
se refere à transposição dos dados contidos nos diários de classe para a ficha
individual do (a) estudante, os quais obrigatoriamente integrarão seu histórico
escolar.
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 17‐Os casos de estudante com
doença comprovada ou estado de gestação, bem como outros de natureza
específica, serão tratados conforme legislação educacional vigente.
Art. 18‐Os casos omissos serão
resolvidos pelos Conselhos Escolares e de Classe, ouvida a Gerência Regional de
Educação a qual a escola está jurisdicionada.
Art. 19‐A presente Instrução revoga a
Instrução nº 002/2002 de 08 de abril de 2002.
Art. 20‐Esta Instrução Normativa
entrará em vigor a partir da data de publicação no Diário Oficial do Estado.
Recife, 14 de abril de 2008.
Aída Maria Monteiro da Silva
Secretária Executiva de Desenvolvimento da Educação
Vicência Barbosa de Andrade Torres
Gerente de
Normatização do Ensino.
[1] Diretor
da Escola de Educação Básica Neusa Maria Pacheco, de Canela, RS, 2006.
[2] LIBÂNEO, José Carlos. Organização e gestão da escola: teoria e prática. 5 ed. Goiânia: Editora Alternativa, 2004.
[3] UNESCO. Educação:
um tesouro a descobrir. Brasília, MEC. 10. ed. São Paulo: Cortez, 2006.
[5] Ver detalhamento da
história da escola em anexo 2
[11]
MIZUKAMI, M. da G. N. Ensino: as
abordagens do processo. São Paulo: EPU, 1986.
[12] BRASIL.
LDB: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: Lei 9.394/96. Apresentação
Carlos Roberto Jamil Cury. 10 ed. Rio de janeiro: DP&A, 2006.
[14] SILVA,
J. F. da. Avaliação do ensino e da aprendizagem numa perspectiva formativa
reguladora. In: Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em
diferentes áreas do currículo. Jansen Felipe da Silva, Jussara Hoffmann, Maria
Tereza Esteban (Orgs.). 3. ed. Porto Alegre: Mediação, 2004.
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